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Clippings - 14/11/18

Petrobras amplia investigações sobre falhas em linhas flexíveis

Estatal quer saber se falhas identificadas em risers de injeção de gás no pré-sal deveriam ter sido previstas por fornecedores

A Petrobras começou a receber na segunda-feira (12/11) propostas para a prestação de serviços de consultoria técnica sobre incidentes em linhas de injeção de gás. O objetivo é determinar se o mecanismo de falha identificado em dois eventos no pré-sal da Bacia de Santos já era de conhecimento do mercado e deveria ter sido previsto pelos fornecedores.

Os incidentes aconteceram nos risers interligados aos FPSOs Cidade de São Paulo e Angra dos Reis, respectivamente nos campos de Sapinhoá, em 2016, e Lula, no ano passado, conforme informado pela BE Petróleo.

De acordo com a Petrobras, a investigação nos equipamentos fabricados pela TechnipFMC apontou para corrosão sob tensão ocorrida nos arames da armadura de tração como mecanismo de falha dos dois incidentes.

Em entrevista publicada há pouco mais de um ano, a então gerente executiva de Sistemas Submarinos da Petrobras, Cristina Pinho, disse que a companhia estava tomando todas as medidas para reduzir os riscos de novos problemas.

“Hoje, a gente sabe exatamente o que acontece, onde acontece e quais são os pontos críticos que temos de monitorar”, afirmou a executiva.

Os incidentes acabaram abrindo nova janela de oportunidades para os risers rígidos, que vinham sendo preteridos em projetos do pré-sal até então. Não por acaso, as licitações de SURF para os campos de Mero e Sépia preveem a utilização de risers híbridos, combinando linhas flexíveis e rígidas.

Já no bid de Búzios V, na área da cessão onerosa, a Petrobras exige que a empresa contratada considere tanto risers flexíveis como rígidos como opção para as linhas de produção, injeção e exportação de gás.

O prazo para execução do contrato de consultoria de incidentes será de 120 dias. Segundo o edital do processo, os profissionais contratados devem ter experiência mínima de cinco anos em certificação de projetos em engenharia submarina ou em análise de acidentes/incidentes na área offshore.

Fonte: Revista Brasil Energia