A Petrobras fará uma parada programada de 30 dias para manutenção da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1, que escoa a produção de gás do campo e de outros ativos do pré-sal e pós-sal até a UPGN de Caraguatatuba (UTCGA). Em comunicado na sexta-feira (4/6), a estatal informou que a parada terá início em 15 de agosto.
Para mitigar os impactos no fornecimento de gás, a Petrobras ampliará a capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara de 20 milhões para 30 milhões de m³/dia, reposicionará o navio regaseificador do terminal de Pecém (Pará) para o Terminal da Bahia (TR-BA) – aumentando a capacidade em 14 milhões de m³/dia – e se posicionará no mercado de cargas e navios supridores de GNL. A estatal também está negociando um novo contrato interruptível de incremento temporário para importar gás da Bolívia.
Segundo a Petrobras, a parada programada foi notificada à ANP em outubro de 2020 e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em março deste ano. A estatal afirmou ainda que notificou seus clientes e que irá conciliar a paralisação do escoamento e processamento de gás às paradas programadas de usinas termelétricas próprias e de terceiros.
“A redução no fornecimento de energia elétrica gerada por térmicas será de aproximadamente 3 mil megawatts durante o período da parada, ante uma capacidade total de geração térmica a gás natural no país de cerca de 15 mil megawatts e uma capacidade instalada total de geração, considerando todas as fontes, em torno de 170 mil megawatts”, escreveu.
A interrupção vem em um momento de alto despacho térmico ante a crise nas hidrelétricas, causada pela estiagem prolongada.
Fonte: Revista Brasil Energia
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