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Clippings - 24/11/23

Petrobras aprova investimentos de US$ 102 bilhões para os próximos cinco anos

Edise visto a partir do BNDES, Rio de Janeiro (Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras)

Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (23), o seu plano estratégico com investimentos da ordem de US$ 102 bilhões para os próximos cinco anos. O valor, que supera o do plano anterior em 31%, prevê US$ 11,5 bilhões para projetos de baixo carbono. Do total, US$ 91 bilhões correspondem à projetos em implantação e US$ 11 bilhões para projetos em avaliação.

Segundo a companhia, o aumento do Capex está associado principalmente a novos projetos, incluindo potenciais aquisições, a ativos que estavam em desinvestimento e voltaram para a carteira de investimentos da companhia, e à inflação de custos, que impactou a cadeia de suprimentos.

A área de E&P responde por US$ 73 bilhões (71,5%). Todo o investimento em E&P corresponde à projetos em implantação, com 67% do montante destinado ao pré-sal. Serão alocados US$ 7,5 bilhões (10%) para a atividade exploratória, dividido em US$ 3,1 bilhões a Margem Equatorial, US$ 3,1 bilhões para bacias no Sudeste e US$ 1,3 bilhão para outros países.

“Está incluída neste investimento a perfuração de cerca de 50 poços em áreas onde a empresa possui direito de exploração em blocos adquiridos”, disse a companhia no documento.

Já a curva de produção considera a entrada de 14 FPSOs, dez dos quais já estão contratados. A expectativa é atingir a produção de 3,2 milhões de boe/dia em 2028.

Em seguida, as áreas de Refino, Transporte e Comercialização (US$ 17 bi), Gás e Energias de Baixo Carbono (US$ 9 bilhões) e Corporativo (US$ 3 bilhões) completam a soma total de US$ 102 bilhões.

Dos US$ 11 bilhões previstos para os projetos em avaliação, sujeitos a estudos adicionais de viabilidade antes do início da contratação e execução, US$ 5 bilhões são para a área de refino e os outros US$ 6 bi para Gás e Energias de Baixo Carbono.

Fonte: Petrobras

Incremento no refino

De acordo com o plano quinquenal, a capacidade de processamento de refino da Petrobras aumentará 225 mil bpd e a produção de diesel S-10 em mais de 290 mil bpd até 2029. A previsão é apoiada pela entrada de grandes projetos como o Trem 2 da RNEST, revamps de unidades atuais e implantação de novas unidades de produção de diesel (HDT) na Revap, Regap, Replan, Rnest e Gaslub.

No segmento de biorrefino, serão investidos US$ 1,5 bilhão, com foco no crescimento da capacidade de produção de Diesel R5, com 5% de conteúdo renovável, na Repar, RPBC, Reduc e Replan. Também estão contemplados recursos para instalação de plantas dedicadas de bioquerosene de aviação e diesel 100% renovável na RPBC e no Gaslub, que serão concluídas após 2028.

Na logística, serão investidos US$ 2,1 bilhões, com ampliação e adequação da infraestrutura, investimento em terminais para otimizar as operações, ampliação de modais e melhoria da eficiência. Entre os projetos, está a construção de quatro navios da classe handy, que serão operados pela Transpetro, além de estudos para outras embarcações.

No segmento de Petroquímica, a companhia avalia tanto projetos nos atuais ativos como aquisições.

No PE 2024-28+, a Petrobras também marca seu retorno ao segmento de fertilizantes, com planos de
retomar a operação da ANSA e a conclusão das obras da UFN 3.

Oferta de gás

A Petrobras pretende investir US$ 7 bilhões em projetos de gás, com foco em ampliação da infraestrutura e portfólio de ofertas de gás natural. “Em 2024, entra em operação o Rota 3 com planta de processamento com capacidade de 21 MMm³/dia e gasoduto com capacidade de 18 MMm³/dia. Em 2028, entra em operação o gasoduto do Projeto Raia (BM-C-33), com capacidade de 16 MMm³/dia; e, em 2029, o gasoduto do projeto Sergipe Águas Profundas – SEAP, com capacidade de 18 MMm³/dia”, afirmou a petroleira.

Transição energética

A Petrobras destinará US$ 11,5 bilhões para projetos de baixo carbono nos próximos cinco anos, mais que o dobro do plano anterior. Segundo a companhia, as iniciativas serão voltadas a projetos de descarbonização das operações assim como o desenvolvimento e amadurecimento de negócios no segmento de energias de baixo carbono, com destaque para biorrefino; eólicas; solar; captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e hidrogênio

Fonte: Petrobras