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Clippings - 16/06/23

Petrobras avalia parcerias em projetos de geração eólica offshore no exterior

Parque eólico flutuante Hywind Tampen (Foto: Equinor)

Enquanto não são definidos os marcos regulatórios para a geração de energia eólica offshore e a produção de hidrogênio verde no Brasil, a Petrobras conversa com grandes empresas produtoras de petróleo e gás natural para formar parcerias nessas áreas em outros países. A prioridade será a geração eólica offshore, já que, no mercado internacional, será mais difícil concorrer com os Estados Unidos no desenvolvimento da tecnologia de hidrogênio verde.

A informação foi dada pelo diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, após participar de evento promovido pela Coppe-UFRJ, no Rio. “A questão que a gente está vendo para fora é a eólica (offshore), mas não está descartado o hidrogênio verde”, afirmou o diretor da estatal. “Estamos conversando para ver se aparece uma boa oportunidade. A gente tem preferência por trabalhar com grandes empresas”, acrescentou.

Tolmasquim destacou, no entanto, ser fundamental que o Congresso vote o marco regulatório das eólicas offshore. O Projeto de Lei 576, de 2021, relativo ao tema foi aprovado no Senado no ano passado e agora tramita na Câmara. O relator do PL é o atual presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, ex-senador pelo PT-RN.

“Estamos torcendo que o Congresso vote o mais rapidamente possível. Isso é bom para o país, porque temos um potencial enorme de eólica offshore e empresas querendo investir. É importante para que seja voltado para que sejam realizados leilões”, disse Tolmasquim.

A Petrobras já firmou parceria semelhante, na área de geração eólica offshore, com a norueguesa Statoil. Uma carta de intenção foi assinada entre as duas empresas para que juntas avaliem sete projetos na costa brasileira, com 14,5 gigawatts (GW) de potência instalada – Aracatu I e II, na fronteira entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo; Mangara (PI), Ibitucatu (CE), Colibri, entre o Rio Grande do Norte e Ceará; Atobá (RS); e Ibituassu (RS).
Também presente ao evento, o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, concordou que o investimento na geração eólica offshore está condicionado à aprovação do marco regulatório.

“Sou um pouco mais cauteloso do que a média. Vou concentrar as minhas conversas com o governo, parcerias e imprensa da necessidade urgente de um marco regulatório. Quando estiver pronto, paramos para olhar ele e ver se é competitivo ou não. Esse é o foco no Brasil, no momento”, afirmou o executivo da Shell.

Em sua palestra, Tolmasquim ainda defendeu a importância do hidrogênio verde na transição energética. Em sua opinião, a tecnologia será uma alternativa para setores que não poderão recorrer à eletrificação para reduzir suas emissões de carbono. Os setores de cimento e transporte de longa distância são exemplos disso, segundo o diretor da Petrobras. Por isso, a tendência é que utilizem o hidrogênio verde na transição energética.

“O hidrogênio verde não é o combustível que vai substituir o petróleo, mas nem por isso vai ter um papel menor”, disse.

Fonte: Revista Portos e Navios