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Clippings - 11/12/25

Petrobras avança na avaliação do litoral para eólica offshore

A quinta boia de medição das condições dos ventos e variáveis meteorológicas foi instalada no Piauí. A empresa mantém equipamentos também no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro

Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore (Foto: Mateus Filipe/ Divulgação Senai)

A Petrobras ainda não definiu se vai investir na geração eólica offshore, mas avança na pesquisa dos locais com as melhores condições para receber uma nova usina. Uma tecnologia de medição foi instalada recentemente no litoral do Piauí. Além dela, há equipamento semelhante no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A Boia Bravo (Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore) está inserida num projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras, em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE).

O escopo do projeto é o avanço na tecnologia da Boia Remota a ponto de o país poder contar com uma tecnologia nacional comercialmente viável.

O equipamento é capaz de registrar velocidade e direção dos ventos, além de variáveis meteorológicas, como pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar. Ele também mede variáveis oceanográficas, como ondas e correntes marítimas, dados essenciais para determinar o potencial eólico offshore, um segmento associado à pauta da transição energética.

O projeto foi desenvolvido em duas fases. A primeira, já concluída com o desenvolvimento da primeira versão da Bravo, recebeu investimentos de R$ 11,3 milhões, por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica, regulado pela Aneel.

A instalação da boia no Piauí faz parte da segunda fase do projeto de medições, que recebe recursos destinados a PD&I da agência reguladora ANP, no valor de R$ 60 milhões.

“A Boia Bravo foi instalada em diferentes locais do litoral brasileiro, totalizando cinco equipamentos instalados ao longo de 2025, que irão operar por três anos”, informou a Petrobras.

Fonte: Revista Portos e Navios