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Durante webinar promovido pela Sobena, gerente da companhia disse que estudos podem, eventualmente, apontar demanda maior que a prevista no plano 2021-2025.
O gerente geral de descomissionamento da Petrobras, Eduardo Zacaron, disse, nesta quarta-feira (26), que pode haver uma demanda maior de descomissionamento de plataformas em relação à prevista atualmente. Além do processo do campo de Cação, que está em andamento, o plano estratégico prevê o descomissionamento de duas plataformas no horizonte 2021-2025. No entanto, ele destacou que a empresa tem buscado o horizonte mais longínquo possível para antecipar suas ações de planejamento.
“Pode ter uma demanda maior e temos antecipado esse estudo. A depender do futuro dos investimentos, pode surgir uma demanda de descomissionamento maior”, disse Zacaron durante o Webinar de Desmantelamento de Navios e Descomissionamento de Ativos Offshore, promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena). Zacaron destacou que a Petrobras vem testando o modelo de contrato EPRD para descomissionamentos, em que é contratado um consórcio de empresas com diversas especialidades. “É um modelo que tem se mostrado adequado e usado no resto do mundo”, afirmou.
As unidades para descomissionamento estão principalmente em águas rasas. No Nordeste, a maior parte das unidades corresponde a jaquetas abaixo de 1 mil toneladas. Ao todo, são 45 jaquetas, 9 caissons e três plataformas de concreto, todas abaixo de 50 metros de lâmina d’água. No Sudeste, existe uma variedade maior de tipos de plataformas (FPSOs, semissubimersíveis, FSOs, jaquetas, entre outras), a partir de 100m até unidades muitas acima de mil metros de lamina d’água.
Zacaron explicou que não quer dizer que todas essas unidades se convertam em demanda de descomissionamento. Hoje, o planejamento da Petrobras 2021-2025 prevê US$ 4,6 bilhões a serem dispendidos em descomissionamento com remoção de 18 plataformas, sendo 11 na região do Rio de Janeiro, quatro no Espírito Santo, uma em Sergipe e duas no Rio Grande Norte.
O gerente percebe, considerando o arcabouço regulatório atual, uma tendência de a remoção total ser a solução mais provável na maior parte dos casos. Ele ponderou que a legislação permite abertura para estudos caso a caso. “Temos visto algumas demandas pleiteando nesse sentido. Vamos ter que aprofundar discussões regulatórias, mas de fato há oportunidades”, analisou Zacaron.
Fonte: Revista Portos e Navios
