
A Petrobras está recorrendo ao Fundo de Marinha Mercante e a bancos estrangeiros para tentar resolver problemas de financiabilidade que fornecedores de FPSOs estão encontrando nas concorrências da estatal, segundo o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Carlos Travassos.
Atualmente, a empresa mantém seis processos de contratação de FPSOs em curso. Duas contratações, no entanto, estão fora do horizonte do planejamento estratégico.
Segundo Travassos, o processo de Barracuda Caratinga está acontecendo normalmente. A previsão de recebimento de propostas é julho deste ano. Já a unidade destinada à Albacora está sendo negociada com um proponente.
“É um processo desafiador, mas ainda os nossos times estão discutindo. Temos a previsão de fechamento dessa negociação em abril”, afirmou o diretor.
No caso de Sépia II e Atapu II, os processos estão correndo como previsto. A previsão era receber propostas individuais para cada uma dessas unidades ou conjunta. A Petrobras não conseguiu ter sucesso na disputa por uma dessas unidades. Então, iniciou um processo para contratar as duas unidades conjuntamente. As conversas estão em fase final, de acordo com o executivo.
“Estamos muito otimistas em relação a essas unidades, mas ainda estamos em processo de negociação”, afirmou Travassos.
Já na concorrência para o projeto de Sergipe-Alagoas, a decisão foi de postergar a fase de recebimento de propostas por conta da baixa competitividade da licitação.
“A gente, o tempo todo, monitora o mercado, discute com eles para entender as dificuldades na apresentação de propostas. Nesse caso especificamente, o problema é de financiabilidade”, contou o diretor.
Ele disse ainda que está atuando junto ao Fundo de Marinha Mercante, bancos privados, incluindo estrangeiros, para melhorar as condições de “financiabilidade e, assim, mudar as condições do certame e obter as propostas”.
A avaliação é que o mercado passa por um momento de dificuldade, o que acontece também nos sistemas submarinos e na contratação de sondas. “Acho que superamos a crise, passamos por essa corcova de dificuldade. Estamos com 90% das sondas contratadas. Então, a gente espera que o ano de 2024 será, basicamente, de mobilização”, disse.
“No segmento de sistemas submarinos, discutimos com o mercado a questão de garantias, que é o principal problema e estabelecemos iniciativas internas numa análise matricial dessa cadeia de fornecimento. A gente entende o mercado e demanda da forma que a gente pode atender”, complementou.
Fonte: Revista Brasil Energia