Na tentativa de reduzir custos, a petrolífera tem recorrido a outras empresas para oferecer equipamentos ociosos já contratados. A negociação de tarifas de arrendamento com os proprietários dos bens também está no radar

A Petrobras não tem previsão de contratar novos afretamentos nos próximos anos. Já os afretamentos existentes, como de sondas e barcos, tendem a ser compartilhados com empresas petrolíferas parceiras, como afirmou o diretor Financeiro da empresa, Fernando Melgarejo, em teleconferência com analistas de mercado.
Ele afirmou que a Petrobras está trabalhando para ter ganhos de eficiência na alocação dos recursos, otimizar a taxa de ocupação dos equipamentos e renegociar tarifas com os proprietários dos bens. Além disso, a petrolífera está avaliando os prazos contratuais.
“O prazo é um importante componente nos valores de afretamento. Então, a gente está otimizando os prazos também para manter a economicidade. Mais um ponto que estamos considerando é a cessão de recursos com parceiros”, afirmou Melgarejo.
Em situações em que há ociosidade na utilização de um equipamento arrendado, estão sendo procurados parceiros para aproveitar o bem, segundo o diretor. “Isso já está acontecendo. A gente cede e ele paga o afretamento desses equipamentos”, complementou o executivo.
Algumas medidas já renderam saldos positivos para a empresa em 2025. Como exemplo, Melgarejo citou economias alcançadas em plataformas que não estão mais em funcionamento. Outro ganho de eficiência tem sido com a manutenção do custo de extração e aumento da produção. A Petrobras está produzindo mais e gerando mais receita pelo mesmo valor.
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard acrescentou também que a empresa tem sido beneficiada pela sua capacidade de interligar poços mais rapidamente, o que libera equipamentos para compartilhar com parceiros.
“Em 2024, a gente gastava mais de um ano para interligar os poços. Agora, estamos fazendo em sete meses, na média. Isso significa menos necessidade de disponibilidade de barcos de apoio, aeronaves, etc. Então, esse esforço resultou também numa economia significativa dos dispêndios de afretamento”, disse Chambriard.
Fonte: Revista Brasil Energia