
A Petrobras lançou licitação na terça-feira (7/12) para afretar duas sondas com dedicação exclusiva ao projeto de Mero, no cluster de Santos. As unidades, que serão destinadas à operação em lâmina d’água de 3 mil m, terão que estar disponíveis para operação entre setembro e dezembro de 2023.
A licitação da estatal prevê a substituição do Deepwater Mykonos e do Deepwater Corcovado, navios-sonda da Transocean que terão seus contratos finalizados em 2023.
A entrega de propostas da licitação está marcada para 21 de janeiro de 2022, mas as chances de o prazo ser postergado são grandes, já que a demanda pelos equipamentos não é emergencial. Os novos contratos terão prazo firme de afretamento de 435 dias, com opção de extensão de 90 dias (mínimo) a 279 dias (máximo).
Lançada sob o regime de consórcio, a licitação não é aberta e está sendo conduzida sob o modelo de convite. O projeto de Mero é operado pelo consórcio de Libra, formado pela Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC.
No momento, a Petrobras mantém três sondas em operação no projeto de Mero, trabalhando sob o regime de dedicação exclusiva. Além do Deepwater Mykonos e do Deepwater Corcovado, o navio-sonda Norbe VIII, da Ocyan, também opera no campo.
Os contratos dos navios-sonda Deepwater Mykonos e do Deepwater Corcovado venciam, originalmente, em 2021, mas a Petrobras optou por prorrogar os prazos de afretamento em 2020.
As duas sondas, contratadas no início de 2019 pelo consórcio de Libra, iniciaram a operação no final do mesmo ano. As unidades operaram, inicialmente, na perfuração dos poços de desenvolvimento da fase I de Mero.
O primeiro sistema definitivo de Mero está programado para entrar em operação em 2022, através do FPSO Guanabara. A unidade de produção da Modec deixou a China na semana passada, com destino ao Brasil.
Fonte: Revista Brasil Energia