Licitação será conduzida sob o modelo de leilão reverso; Prosafe e OOS apresentaram os melhores lances no bid anterior
A Petrobras fará um segundo leilão reverso para o afretamento de uma nova UMS, desta vez voltado à contratação de uma unidade para apoiar a P-50, FPSO instalado no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. O prazo para apresentação dos lances foi marcada para o dia 25 de fevereiro.
A UMS será contratada para operar com dedicação exclusiva ao projeto pelo prazo de 90 dias firmes, com possibilidade de prorrogação contratual por igual período. O flotel requerido pela Petrobras exige capacidade de acomodação para 390 pessoas e irá operar ligado à UO-ES.
A empresa vencedora terá prazo de 90 dias após a assinatura do contrato para mobilizar a UMS. A expectativa é que o contrato seja assinado em abril, o que, se confirmado, determinará que a unidade entre em operação em agosto.
Preocupada em ampliar o número de ofertas, a Petrobras reduziu as especificações técnicas do processo, permitindo que as empresas interessadas participem do leilão oferecendo unidades com sistema de posicionamento dinâmico DP2. Na maioria das licitações, a empresa exige DP3.
Ofertas na mesa
A Petrobras conduz também uma concorrência destinada ao afretamento de duas UMSs para operação ao longo da costa. A Prosafe e a OOS International apresentaram os melhores lances, com taxas diárias de US$ 73,16 mil para a Safe Eurus e US$ 79,63 mil para a OOS Tiradentes, respectivamente.
O resultado ainda não foi oficializado pela Petrobras. A licitação foi conduzida sob o modelo de leilão reverso, marcando o primeiro processo de contratação de UMS feito nessa condição.
O prazo de afretamento dos floteis é de três anos. O preço total da Prosafe ficou em US$ 80.117.600, enquanto o da OOS International somou US$ 87.200.000.
A licitação foi disputado ainda pela GranEnergia, Floatel, Posh, Edda, Chadong, Aquarius, Sendalyn e Teekay, que foi desclassificada por apresentar o valor total no lance.
Além da Tiradentes, a OOS International ofertou a OOS Gretha. A Prosafe também participou com duas unidades, ofertando também a Prosafe Vega.
Outra empresa que cotou duas UMSs foi a Posh, com a Arcadia e a Xanadu. Já a Floatel e a GranEnergia ofertaram a Victory e Olympia Venus, respectivamente. Teekay, Chandong, Aquarius e Sendalyn também ofertaram uma unidade cada.
A lista de exigências técnicas das UMSs é grande, e a aposta é que a Prosafe e a OOS terão de fazer pequenas adaptações para atender às especificações da Petrobras, ainda que a Safe Eurus seja uma unidade nova.
A Petrobras optou por reduzir a franquia de combustível das UMSs, o que provavelmente fará com que as empresas vencedoras tenham que arcar com parte do combustível consumido na operação.
As duas UMSs terão que estar prontas para operação 150 dias após a assinatura dos contratos. Os equipamentos devem ser incorporados à frota da Petrobras entre agosto e setembro.
Cenário
Depois de concluir essas licitações, a Petrobras deve retornar ao mercado apenas no segundo semestre para contratar novas UMS. A expectativa é que a petroleira busque pelo menos dois floteis de menor porte, com capacidade para acomodar entre 250 a 300 pessoas, de modo a equilibrar a frota.
APetrobras tem hoje em carteira três UMSs afretadas: o OOS Tiradentes, cujo contrato de afretamento expira em agosto, o Prosafe Notos, sob contrato até 2020, e Posh Xanadu, com contrato de curto prazo até agosto.
Fonte: Revista Brasil Energia