A Petrobras informou à McDermott que cancelará o contrato do PLSV Agile este mês. De acordo com a proprietária da embarcação, a antecipação do fim do afretamento ocorreu porque o barco não conseguiu obter a renovação de seu certificado de autorização de afretamento (CAA) durante a circularização.
Iniciado em 2012, o contrato de US$ 216 milhões tinha previsão de término no ano que vem. Segundo a Mcdermott, seu cancelamento provocou uma redução de US$ 38 milhões no backlog da empresa no final do primeiro trimestre, além de uma baixa contábil de US$ 32 milhões no perãodo, também motivada pela falta de novas oportunidades para o PLSV, que é a única embarcação da empresa hoje no Brasil.
Assim como o Agile, outros PLSVs correm risco de serem descontratados pela Petrobras nos próximos meses, já que os únicos dois PLSVs de bandeira brasileira existentes – Skandi Niterói e Skandi Vitória, do consórcio Technip-DOF – estão atualmente descontratados.
Além disso, com a postergação de projetos, a Petrobras pode não ter demanda para tantos PLSVs. Além dos 15 atualmente em operação – já se excluindo o Agile – a petroleira tem a receber entre este ano e 2017 outras sete embarcações do tipo.
Resultado
A McDermott registrou prejuízo de US$ 2,2 milhões no primeiro trimestre, reduzindo as perdas em relação ao mesmo perãodo de 2015, quando o resultado ficou negativo em 14,5 milhões. Na mesma base de comparação, a receita da companhia subiu 32%, para US$ 729 milhões.
A melhora no resultado foi motivada pelos projetos de Inpex Ichthys, no qual a McDermott é responsável pelo engenharia do SURF do empreendimento, e de EPCI para 12 jaquetas encomendadas pela Saudi Aramco para operar em águas sauditas.
A expectativa da companhia é faturar US$ 2,7 bilhões no ano, US$ 200 milhões e a menos que o prognóstico inicial, e investir US$ 265 milhões, o que representa um aumento de US$ 5 milhões sobre a previsão feita anteriormente.