A licitação envolve 34 lotes de embarcações. Novos nomes poderão entrar na disputa, caso a estatal considere necessário contratar embarcações de bandeira estrangeira.

Cinco empresas vão disputar a licitação de afretamento de PLSVs (Pipe Laying Support Vessel) da Petrobras. Elas estão inseridas num grupo total de 15 fornecedoras que chegaram a demonstrar interesse pelo bid. Estão no páreo a Oceânica, Seagems, Solstad Shipping, Subsea7 e TechnipFMC. Ao todo, essas empresas ofertaram 17 barcos de apoio, grande parte deles já afretada pela estatal em contratos passados.
O maior número de oferta de embarcações partiu da TechnipFMC. Foram seis ao todo – Skandi Açu, Skandi Búzios, Skandi Vitória, Skandi Recife, Skandi Niterói e Coral do Atlântico. Em seguida, aparece a Subsea7- com o Seven Cruzeiro, Seven Waves, Seven Sun e Seven Rio. A Seagems ofereceu o Esmeralda, Diamante, Jade, Rubi e Topázio; a Solstad, o Normand Cutter; e a Oceânica, o TBN-1.
As cinco classificações, no entanto, dizem respeitos apenas aos lotes já abertos. Novas empresas poderão ser inseridas na lista se a Petrobras considerar necessário abrir novas propostas para os lotes destinados a embarcações de bandeira estrangeira.
Segundo o edital, os lotes destinados a embarcações estrangeiras apenas serão abertos se a demanda não for atendida pelos seus correspondentes de embarcações de bandeira brasileira. A Petrobras ainda definiu que os PLSVs devem ser ofertados por Empresas Brasileiras de Navegação (EBN) ou de barcos estrangeiros com Registro Especial Brasileiro (REB).
A Petrobras já iniciou a análise das documentações técnicas. O passo seguinte será entrar em contato com cada empresa classificada para realizar reuniões, avaliar a efetividade das propostas e, a partir daí, começar as negociações.
O edital prevê 34 lotes de embarcações, divididos em cinco grupos, mas não especifica o número de PLSVs que será afretado. Desse total, 17 lotes são destinados a bandeiras brasileiras e outros 17, para estrangeiras.
A intenção é que o início da operação das embarcações do grupo A aconteça em setembro deste ano, ou 180 dias a partir da assinatura do contrato, o que for mais distante. Para o grupo B, a programação é iniciar em março de 2024 ou 365 dias após a assinatura do contrato. O grupo C ficou para março de 2025 ou 365 dias após a assinatura do contrato. E os D e E, para março de 2025 e 2026, ou 730 dias após a assinatura do contrato, respectivamente.
Essa licitação chegou a ser cancelada em fevereiro do ano passado, por conta de divergências na cláusula de suspensão temporária do contrato, mas foi retomada no dia 20 de junho do ano passado. A abertura das propostas aconteceu no dia 11 de julho de 2023.
Os prazos de execução firme são de 1.095 dias para os grupos A, B e D e de 1.460 dias para os C e E. Serão firmados dois contratos para cada embarcação – um de afretamento e outro de prestação de serviços técnicos especializados, que podem não ser firmados pela mesma empresa.
Fonte: Revista Brasil Energia