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Clippings - 04/06/19

Petrobras coloca à venda 30% do Recôncavo

A Petrobras anunciou na manhã desta segunda-feira (3/6) a venda de dois novos clusters de produção onshore na Bahia, o Polo Rio Ventura e o Polo Recôncavo, num total de 22 campos, 30% das 73 áreas produtoras hoje operadas pela petroleira na bacia.

Juntas, as áreas à venda somaram uma produção de 4,3 mil b/d de óleo e 631 mil m3/d de gás em 2018, o que representa cerca de 15% da produção de óleo e 32% de toda a produção de gás da bacia do Recôncavo que, ao todo, produziu uma média de 29,11 mil b/d de óleo e 2 milhões de m3/d de gás em 2018.

“Os campos têm volume baixo e médio de produção, mas, juntos, representam mais do que a produção das companhias independentes na região juntas,” comentou Anabal Santos Junior, secretário executivo da Associação Brasileira de Produtores Independentes (ABPIP).

O Polo Recôncavo compreende 14 concessões (Aratu, Cambacica, Candeias, Cexis, Dom João, Dom João Mar, Guanambi, Ilha de Bimbarra, Mapele, Massui, Pariri, São Domingos, Socorro e Socorro Extensão), enquanto o Polo Rio Ventura engloba oito áreas (Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga, Tapiranga Norte).

A Petrobras opera praticamente todas as áreas com 100% da concessão, com exceção de Cambacica e Guanambi, em que possui 75% e 80% de participação, respectivamente. Ambos os polos produzem majoritariamente óleo leve.

As transações também incluirão a opção de contratos de compra e venda de óleo e gás com a Petrobras, o que garantirá a quem adquirir os ativos um comprador para a venda da produção. De acordo com a Petrobras, o modelo de venda considera a possibilidade de sinergia entre as concessões de modo a otimizar o compartilhamento de instalações de escoamento e tratamento da produção.

Além disso, a companhia também destacou nos teasers de venda a otimização da infraestrutura de escoamento da produção e a infraestrutura já instalada nas áreas e a possibilidade de upsides exploratórios dentro dos campos, assim como a proximidade dos campos dos pontos de venda.

O programa de desinvestimento da Petrobras é a aposta para a melhoria das atividades na região, que vem sofrendo com o declínio de produção nos últimos anos. A expectativa é que não apenas as companhias que já atuam no Recôncavo, como também novas entrantes na bacia se interessem em participar da concorrência.

“É uma boa notícia. Gostaríamos que as coisas caminhassem mais rápido, esse processo de venda tem várias etapas e depois ainda haverá o processo de cessão na ANP, mas o anúncio já é um bom sinal,” ressaltou o secretário executivo da Abpip.

O andamento do processo, inclusive, é visto como consequência direta da decisão da ANP de determinar, em setembro de 2018, que a Petrobras apresentasse planos de desenvolvimento e solicitasse a  prorrogação dos contratos de concessões terrestres ou em águas rasas nos quais estivesse disposta a realizar novos investimentos – caso contrário, as áreas deveriam ser devolvidas ou vendidas.

As companhias interessadas nos campos à venda terão até o dia 14 de junho para manifestar interesse à Petrobras. Após a entrega de documentos, que poderá ser feita até 24 de junho, as empresas elegíveis ao processo receberão pacotes com informações adicionais sobre os ativos.

Fonte: Revista Brasil Energia