A Petrobras concluiu a fase de negociação com o grupo Mubadala para a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, informou a estatal na quinta-feira (3/12). A Petrobras espera receber novas propostas vinculantes para o ativo em janeiro de 2021.
Em nota ao mercado, a estatal informou que, nesta fase de nova rodada de propostas vinculantes, “solicitou a todos os participantes que submeteram propostas vinculantes, inclusive o Grupo Mubadala, que apresentem suas ofertas finais com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala”.
As negociações com o grupo foram iniciadas em julho deste ano, após o Mubadala ter apresentado a melhor proposta para a Rlam. O processo previa a possibilidade de ocorrer uma nova rodada de propostas vinculantes com os participantes classificados para essa fase, a depender dos termos dos contratos negociados.
O grupo Mubadala aloca capital em uma variedade de ativos, setores e regiões para o benefício dos Emirados Árabes Unidos, país de sua origem. Entre as empresas do portfólio do grupo estão players de setores como o aeroespacial, agronegócio, TIC, semicondutores, metais e mineração, tecnologia farmacêutica e médica, energia renovável e serviços públicos, além do gerenciamento de diversas holdings financeiras.
Sobre a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, a Petrobras confirmou que já recebeu propostas pelos dois ativos. Durante a Rio Oil & Gas, na quarta-feira (2/12), a diretora executiva de Refino e Gás Natural da estatal, Anelise Lara, declarou que a Petrobras está em fase de negociação para a venda das duas refinarias. Anelise projetou ainda o horizonte entre o final de 2021 e o primeiro semestre de 2022 para a conclusão dos projetos de desinvestimento das refinarias.
A Petrobras esclareceu que, “em que pese o presente comunicado, não há previsão na Sistemática de Desinvestimentos de divulgação da presente etapa e que as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado oportunamente de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia”.
Fonte: Revista Brasil Energia