unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 02/01/17

Petrobras conclui venda de ativos de 2016 em US$ 13,6 bilhões

A Petrobras fechou o programa de desinvestimento para o perãodo 2015-2016 em US$ 13,6 bilhões, resultado US$ 1,5 bilhão inferior da meta de US$ 15,1 bilhão estabelecida pela diretoria da companhia. Nesta quarta-feira (28/12), foram confirmadas as vendas da PetroquímicaSuape e da Citepe, para a Alpek, e da Guarani, para a Tereos.

A conclusão das operações depende da aprovação do Cade.

“O não atingimento da meta é explicado pela obrigação da Petrobras em cumprir decisão liminar da Justiça de Sergipe, impedindo a conclusão das negociações dos campos de Tartaruga Verde e Baúna”, afirmou a Petrobras, em comunicado para acionistas.

A Petrobras, contudo, não desistiu da venda desses dois campos, em negociação avançada com a Karoon, e tentará reverter a decisão da Justiça ano que vem. Além do processo envolvendo Baúna e Tartaruga Verde, há outros seis processos em curso no tribunal sergipano.

Com isso, a meta de desinvestimento para 2017 e 2018 foi acrescida dos valores não concluídos este ano e passará a ser de R$ 21 bilhões.

Este mês, ao anunciar o acordo com a Total para venda futura de participação em campos no pré-sal e outras parcerias avaliadas em US$ 2,2 bilhões, no total, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, chegou a afirmar que a Petrobras continuaria trabalhando para atingir a meta.

Contudo, após perder um recurso na Justiça de Sergipe, há cerca de duas semanas, a companhia ficou de mãos atadas no caso de Baúna e Tartaruga Verde, dado o recesso judiciário.

No caso das petroquímicas, o Conselho de Administração da Petrobras, aprovou hoje a assinatura do contrato para venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para o Grupo Petrotemex e Dak Americas, subsidiárias da mexicana Alpek.

A PetroquímicaSuape e a Citepe são subsidiárias integrais da Petrobras e fazem parte do Complexo Industrial Químico-Têxtil da companhia, localizado em Ipojuca. Juntas, reúnem três unidades industriais integradas: a de PTA (ácido tereftálico purificado), a de filamentos de poliéster e a de resina PET (polietileno tereftalato).

Com a Tereos, foi firmado acordo para venda de 49% da Guarani, detidos pela Petrobras Biocombustíveis, por US$ 202 milhões. A Tereos, com a conclusão da operação, passara a deter 100% da Guarani.

Esses processos são dois dos cinco desinvestimentos autorizados pelo TCU, que suspendeu, com exceção das vendas em fase final de conclusão, a abertura de novos processos por discordar da sistemática utilizada pela Petrobras para liquidar os ativos.

Além dos dois, foram liberadas as vendas dos campos de Baúna e Tartaruga Verde, com a Karoon; de ativos em águas profundas no Golfo do México; e o acordo de incorporação da Nova Fronteira, na qual a PBIO detém 49% de participação, celebrado com a São Martinho.

A venda de Baúna e Piracaba, contudo, está suspensa por decisão da Justiça Federal de Sergipe, onde tramitam, ao todo, sete processos contra projetos de venda de ativos da Petrobras.