A Petrobras confirmou nesta terça-feira (4/10) que deu início a um novo processo de contratação para o FPSO do Projeto Piloto de Libra, conforme antecipado pela Brasil Energia Petróleo.
Segundo a companhia, o processo anterior, iniciado em 12 de agosto de 2015, foi cancelado porque resultou em proposta com preço superior aos adotados no mercado internacional e acima da expectativa da Petrobras e seus parceiros. Na licitação, foi exigido compromisso de conteúdo local conforme o Contrato de Partilha de Produção (CPP).
O CPP, explicou a estatal, prevê a possibilidade de pedido de isenção do cumprimento dos percentuais de conteúdo local (waiver) para casos de proposta com valor acima do praticado no mercado internacional.
“O mecanismo permite a execução do projeto de maneira competitiva, assegurando os investimentos planejados no desenvolvimento do Campo de Libra de maneira eficiente do ponto de vista de prazo, custo, qualidade e segurança”, disse a estatal, em comunicado à imprensa,
Diante disso, o Consórcio de Libra, protocolou no final de agosto pedido de waiver na ANP para o FPSO. Duas semanas depois, instaurou novo processo de contratação com requisitos de conteúdo local menores, que possibilitarão que parte da construção da unidade seja feita no Brasil, sem impactos no custo ou prazo do projeto.
O Consórcio de Libra prevê para o segundo semestre de 2020 a entrada em operação do sistema de produção e, para tanto, o FPSO deve ser contratado até o primeiro semestre de 2017.
O Consórcio de Libra é formado pela Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), CNOOC (10%) e PPSA, na qualidade de gestora do contrato de partilha de produção.