unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 30/05/17

Petrobras contrata AHTSs

A perda de mercado por embarcações de apoio estrangeiras no país segue a todo vapor. Recentemente, a Petrobras contratou quatro AHTSs (de apoio a operações de ancoragem) brasileiros que bloquearam barcos similares de bandeira internacional.

Nesta segunda-feira (29/5), a DOF anunciou a assinatura de contrato de um ano com a Petrobras para o afretamento do AHTS 18000 Skandi Admiral, com início entre este mês e junho. A embarcação foi inscrita no Registro Especial Brasileiro (REB) e bloqueou o UOS Liberty, de propriedade da Hartmann Offshore e operado pela empresa brasileira de navegação (EBN) Astromarítima.

A DOF tinha, em março deste ano (últimos dados disponibilizados pela Abeam), 15 embarcações no Brasil, sendo seis AHTSs (apoio à ancoragem), três MPSVs (multipropósito), três RSVs (operações com robôs submarinos) e três PLSVs (lançamento de linhas submarinas).

A companhia tem ainda, em joint venture com a TechnipFMC, participação na operação dos PLSVs Skandi Buzios – atualmente a serviço da Petrobras – e Skandi Olinda e Recife, que estão em construção no Estaleiro Vard, em Pernambuco.

Dos 15 barcos que compõem a frota da empresa, nove possuem bandeira brasileira (cinco AHTSs, incluindo o Admiral, um MPSV, dois PLSVs e um RSV) e seis têm bandeira estrangeira (um AHTS, dois MPSVs, um PLSV e dois RSVs). O Skandi Búzios arvora bandeira estrangeira.

Além do Skandi Admiral, a Petrobras afretou, na mesma “rodada de bloqueios”, os AHTSs CBO Chiara, da CBO, que bloqueou o Sea Panther, da Deep Sea Supply; o AH Valleta, da Finarge, bloqueando o UOS Challenger, da Hartmann Offshore; e o Geonísio Barroso, da Bourbon, que substituiu o Maersk Champion, da Maersk Supply Service.

De acordo com a Abeam, as embarcações estrangeiras representavam, em março de 2017, 20% do total da frota de apoio marítimo no país (73 sobre o total de 381). Naquele mês, havia 52 AHTSs em águas nacionais, dos quais 23 eram estrangeiros (44% do total da frota de AHTSs).

Apenas três classes de barcos ainda tinham frota majoritariamente estrangeira em março: os PLSVs (77% do total); os RSVs (64%); e os MPSVs (60%). Já os WSVs (estimulação de poços) e DSVs (apoio a operações de mergulho) tinham exatamente metade da frota arvorando bandeira estrangeira naquele mês.

No outro extremo, os FSVs (Fast Supply Vessels) e SVs (Small Vessels) em águas brasileiras são 100% nacionais; os LHs (Line Handlers, de lançamento de amarras), 98%; os PSVs, 96%; Crew (transporte de pessoal), 77%; e OSRVs (recuperação de óleo derrmado), 67%.