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Clippings - 30/09/15

Petrobras cortará mais dez sondas de sua carteira

A carteira de sondas da Petrobras deve ser reduzida para 35 unidades em 2016 por conta das negociações com as empresas de perfuração para redução de taxas diárias e corte de custos. A projeção é da área de E&P da petroleira, que já chegou a manter mais de 100 unidades sob contrato e, até agosto, contava com 45 equipamentos em operação.

A diminuição da frota – assegurada pelo cancelamento antecipado de alguns contratos de afretamento, sem qualquer ônus à Petrobras, e pela colocação de algumas unidades em stand-by – a taxas mais baixas, afetará contratos com a Transocean, Ensco, Etesco,Paragon, Diamond, Seadrill e Noble. A Petrobras já assinou atas de acordo com as duas primeiras e segue em fase final de negociação com a Etesco e a Paragon. A comissão negocia também com a Seadrill, Petroserv , Helix, Diamond e Ocean Rig, já tendo alinhavado os principais termos de acordo.

Afora o corte expressivo no número de unidades, a assinatura dos primeiros aditivos de contrato resultantes das negociações com as empresas de perfuração está emperrada na área jurídica da Petrobras e não irá ocorrer em setembro, conforme originalmente previsto pela companhia. A nova data estimada pela área de E&P passou para meados de outubro. Não será surpresa se o desfecho acabar transferido para novembro.

A projeção do mercado tem respaldo lógico, embora a necessidade de redução de custo pela Petrobras seja urgente. Depois que a área Jurídica der seu parecer para as negociações, os processos serão encaminhados para avaliação do Comitê de Desempenho da Petrobras para, em seguida, serem submetidos à apreciação da Diretoria.

Pelos termos de alguns dos acordos, a redução nas taxas diárias começaria a vigorar já a partir de 1º de outubro, mediante a assinatura do aditivo em setembro. Os descontos assegurados pela Petrobras oscilam entre US$ 40 mil/dia e US$ 60 mil/dia, sendo que a projeção de economia resultante supera milhões de dólares/mês.

A lentidão do processo na área Jurídica da Petrobras está diretamente ligada aos problemas decorrentes das denúncias da Lava Jato. Depois dos escândalos de corrupção, a área Jurídica vem acumulando grande volume de trabalho, e as análises passaram a seguir um ritual bem mais criterioso.

Além do aumento da demanda por pareceres, há um claro receio entre técnicos, gerentes e executivos de assinar e endossar novos documentos da companhia. A visão interna e externa é de que os procedimentos de compliance travaram ainda mais a rotina da companhia.