O campo de Cação, em águas rasas da Bacia do Espírito Santo, será abandonado em definitivo. A Petrobras está elaborando os termos finais do edital da licitação para a contratação do serviço, que envolverá o descomissionamento das três jaquetas instaladas na área.
A expectativa é de que o edital seja lançado no curto prazo, antes de as regras de contratação instituídas pela lei das estatais (13.303/2016) entrarem em vigor, em junho. O serviço será prestado com o suporte de uma UMS, a ser fornecida pela empresa vencedora. Serão descomissionadas as plataformas PCA-1, PCA-2 e PCA-3, que já tiveram os equipamentos de topside retirados pela C.S.E. Engenharia.
O ativo chegou a produzir no pico quase 500 barris/dia de óleo e cerca de 10 milhões de m3/d de gás, mas teve sua operação interrompida em meados de 2010, quando o volume médio extraído era de 52 barris/dia de óleo. O processo de devolução do ativo teve início em 2014.
O campo de Cação é oriundo da leva da rodada zero e foi descoberto em 1977, tendo entrado em operação em 1978.
A concorrência marcará a primeira contratação de uma longa lista de serviço de descomissionamento demandado pela Petrobras. A empresa tem dezenas de plataformas de produção fora de operação para serem abandonadas ao longo da costa brasileira.
Fonte: Revista Brasil Energia