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Clippings - 05/09/23

Petrobras decide encerrar quatro processos de desinvestimento

Polo de Urucu, também chamado de Província Petrolífera de Urucu, no município de Coari/AM (Fonte: Petrobras)

A Petrobras encerrou os processos de desinvestimento do Polo Urucu, conjunto de sete concessões na Bacia de Solimões; do Polo Bahia Terra, formado por 28 concessões nas bacias do Recôncavo e Tucano; do campo de Manati, na Bacia de Camamu; e da Petrobras Operaciones S/A (subsidiária da Petrobras na Argentina), informou a companhia em comunicado divulgado nesta segunda-feira (4).

A decisão está alinhada aos novos elementos estratégicos aprovados pelo Conselho de Administração (CA) da estatal em relação aos processos de desinvestimento que ainda não haviam atingido a etapa de assinatura dos contratos de venda. “Quanto aos demais ativos, a sua permanência no portfólio será reavaliada periodicamente com base em premissas atualizadas de rentabilidade, aderência estratégica, oportunidades de descarbonização e estágio de sua vida produtiva”, afirmou a Petrobras, segundo o comunicado.

O Polo Urucu chegou a ser negociado com a Eneva, mas a transação foi finalizada sem êxito em 2022. Já o Polo Bahia Terra estava sendo negociado com o consórcio formado pela PetroReconcavo e Eneva – e o CEO da PetroReconcavo, Marcelo Magalhães, afirmou, em agosto, que espera chegar a um acordo com a Petrobras para atuar em parceria no ativo, por meio de um contrato do tipo joint covenantagreement ou participação.

Em relação ao campo de Manati, a informação mais recente é de novembro de 2022, quando o Cade aprovou a aquisição, pela Gas Bridge, dos 10% de participação da PRIO. Em 2021, a companhia teve sucesso em negociar a compra das participações da Enauta (45%), Geopark (10%) e PRIO (10%), mas não conseguiu fechar o acordo para adquirir os 35% da Petrobras, operadora da concessão.

Como as demais negociações estavam condicionadas à venda da parte da Petrobras, os acordos com a Enauta e a PRIO desmoronaram em janeiro e abril de 2022, respectivamente. Apenas a negociação com a Geopark foi concretizada, pois não dependia das negociações com as outras participantes do consórcio. A aquisição dos 10% da PRIO dependem, ainda, do aval da ANP.

Continuidade de três processos de desinvestimento

No mesmo comunicado, a Petrobras informou que vai dar continuidade aos processos de desinvestimento relativos à participação de 20% na sociedade Brasympe, proprietária da UTE Termocabo, movida a óleo combustível e com com capacidade instalada de 49,7 MW; à participação de 20% na UTE Suape II, também movida a óleo combustível e com capacidade instalada de 381,25 MW; e à participação de 18,8% na Usina Elétrica a Gás (UEG) Araucária S/A, que possui capacidade instalada de 484,15 MW.

A UTE Termocabo está localizada em Pernambuco, assim como a UTE Suape II. Já a UEG Araucária está localizada no Paraná. A Copel, que detém 81,2% do capital social da UEG Araucária S/A, também está se desfazendo de sua participação na usina.

“Essas decisões resultam de um processo de gestão ativa do portfólio da Petrobras, por meio do qual os diversos ativos são constantemente avaliados em linha com os direcionadores estratégicos mais atuais da companhia”, finaliza a Petrobras no comunicado.

O plano de desinvestimentos da companhia foi aprovado em 2015, e a venda mais recente concluída foi a dos polos de Golfinho e Camarupim, na Bacia do Espírito Santo, para a BW Energy, no final de agosto.

Fonte: Revista Brasil Energia