
No apagar das luzes de 2021, a Petrobras encaminhou à ANP as declarações de comercialidade de sete concessões nas áreas do BM-SEAL-4, BM-SEAL-11, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10. Em comunicado divulgado na última quinta-feira (31/12), a estatal informou que declarou sete campos – Budião, Budião Noroeste, Budião Sudeste, Palombeta, Cavala, Agulhinha e Agulhinha Oeste.
De acordo com a companhia, a produção dos ativos será desenvolvida em dois módulos – Sergipe Águas Profundas (SEAP) I e II -, que preveem a instalação de dois FPSOs. O primeiro, o P-81, cuja capacidade de produção será de 120 mil bpd e escoamento de 8 milhões de m³ de gás por dia, tem início de produção previsto para 2026.
Em setembro, a Petrobras postergou a data de entrega das propostas da licitação para contratação do FPSO, que será adquirido sob o conceito de BOT (Build Operate Transfer). O prazo foi adiado para 22 de fevereiro. As obras de construção do FPSO levaram 42 meses. A empresa vencedora irá operar a unidade pelo prazo de quatro anos antes de executar a transferência para a Petrobras.
Já o segundo FPSO está em fase de contratação e tem seu início de produção previsto após o horizonte do Plano Estratégico 2022-2026.
As áreas do BM-SEAL-4 e do BM-SEAL-4A foram adquiridas na 2ª Rodada, realizada em 2000, enquanto as áreas do BM-SEAL-10 e do BM-SEAL-11 foram arrematadas na 6ª Rodada, em 2004.
Nas concessões BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, a Petrobras é operadora com 100%. Já nas concessões BM-SEAL-11 e BM-SEAL-4 possui 60% e 75% de participação, respectivamente.
No BM-SEAL-11, a IBV Brasil possui os 40% restantes. A ONGC Campos, por sua vez, detém 25% no BMSEAL-4.
Fonte: Revista Brasil Energia