A Petrobras está definindo um conjunto de critérios que pode levar ao desbloqueio de empresas impedidas de fechar contratos por envolvimento com os crimes apurados na operação Lava Jato. De acordo com o diretor de Governança da Petrobras, João Elek, há uma vontade de que o tema seja concluído até o fim do ano.
“Entre as empresas, tem algumas que tem feito grandes investimentos do ponto de vista de compliance”, afirmou o executivo.
A ideia é criar um conjunto de regras que sejam aplicadas a todas as empresas, em linha com os testes de integridade já realizados pela Petrobras e implantados ano passado, como forma de aumentar segurança nas contratações da empresa.
A solução, contudo, depende da articulação com órgãos de controle, em especial com o Ministério da Transparência (antiga CGU). Em dezembro, completarão dois anos desde o início do bloqueio cautelar, que hoje envolve 32 empresas.
Sobre os efeitos nas compras da Petrobras, Elek comentou que é mais “difícil” executar grandes projetos. “Temos vontade de ter grandes fornecedores, sem isso fica mais difícil”, afirmou.