Anhangá está localizado a cerca de 24 km do poço Pitu Oeste, ambos na Bacia Potiguar. No entanto, a companhia afirma que as descobertas ainda merecem avaliações complementares

A Petrobras informou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (9), que descobriu uma acumulação de petróleo em águas ultraprofundas no poço exploratório Anhangá, que começou a ser perfurado no bloco POT-M-762, na Bacia Potiguar, em fevereiro pela sonda ODN II, da Foresea.
O poço 1-BRSA-1390-RNS está situado próximo à fronteira entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal, em lâmina d’água de 2,196 mil m, na Margem Equatorial Brasileira.
Essa é a segunda descoberta na Bacia Potiguar em 2024 e foi precedida pela comprovação da presença de hidrocarboneto no poço Pitu Oeste, localizado na concessão BM-POT-17, a cerca de 24 km de Anhangá. Ambas as concessões são operadas pela Petrobras com 100% de participação.
No entanto, a estatal afirma que as descobertas “ainda merecem avaliações complementares”. A Petrobras dará continuidade às atividades exploratórias na concessão POT-M-762, visando avaliar a qualidade dos reservatórios, as características do óleo e a viabilidade técnico-comercial da acumulação.
A constatação de reservatórios turbidíticos de idade Albiana portador de petróleo é inédita na Bacia Potiguar, afirma a companhia, e foi realizada através de perfis elétricos e amostras de óleo, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório.
Anhangá e Pitu Oeste são poços de pesquisa de óleo e gás. Se for confirmada a viabilidade econômica da concessão, será necessário conceber e desenvolver toda a estrutura operacional para a produção, assim como a realização de um novo processo de licenciamento ambiental específico para a etapa de produção.
A Petrobras pretende investir US$ 7,5 bilhões em exploração até 2028, sendo US$ 3,1 bilhões na Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Está prevista a perfuração de 50 novos poços exploratórios no período, sendo 16 na região da Margem Equatorial.
Fonte: Revista Brasil Energia