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Clippings - 14/09/18

Petrobras desenvolve nova tecnologia de risers

Companhia estuda configuração de menor custo para próximas contratações do pré-sal

A Petrobras está desenvolvendo uma nova configuração de risers para seus projetos no pré-sal. Batizada de Dampened Steel Catenary Riser (DSCR), a tecnologia promete gerar economias ao reduzir o número de boias de flutuação do modelo tradicional, Steel Lazy Wave Riser (SLWR), utilizado no campo de Sapinhoá, por exemplo.

A solução consiste no uso de amortecedores hidrodinâmicos que induzem uma curvatura (flambagem) controlada do trecho suspenso da estrutura, permitindo ainda a diminuição do comprimento total da linha e da suscetibilidade a problemas de interferência com outros risers.

“Estamos estudando essa possibilidade para as próximas contratações. Vamos dar essa opção aos fornecedores nas licitações”, disse o gerente-executivo do Cenpes, Orlando Ribeiro, durante encontro com jornalistas nesta quinta-feira (13/9).

Desde os incidentes com risers flexíveis no cluster do pré-sal, os dutos rígidos e a configuração híbrida  – combinando tubos flexíveis e rígidos – voltou a ser adotada pela Petrobras. Esse foi o caso dos campos de Mero 1 e Sépia.

Embora em baixa no momento, a solução 100% flexível no pré-sal não está descartada, conforme indicado no edital de afretamento do FPSO Búzios V, que será instalado na área da cessão onerosa.

Indústria 4.0 para alavancar resultados

O DSCR é um dos cerca de mil projetos em andamento no centro de pesquisas da Petrobras na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, onde atuam 1.300 empregados distribuídos em 227 laboratórios.

Segundo Ribeiro, um dos focos de sua equipe é trabalhar de forma intensiva o uso de tecnologias desenvolvidas na chamada indústria 4.0 para alavancar os resultados da petroleira.

“A ideia é transmitir o conhecimento de nossos melhores intérpretes para as máquinas e chegar a um modelo geológico do campo de petróleo. A transformação digital da companhia é levada muito a sério pela diretoria, por isso investimos pesado nisso”, afirmou.

Confira algumas das tecnologias em desenvolvimento destacadas pelo gerente do Cenpes:

  • Completação inteligente elétrica: projeto em parceria com a Shell e a Total visa trocar o tipo de acionamento das válvulas, passando de hidráulico para elétrico;
  • Unidade autônoma de intervenção em poços: protótipo de robô autônomo em substituição a sondas na realização do serviço;
  • Separação de CO2 em fase densa (Hi-sep): tecnologia permite produzir mais óleo por mais tempo com a mesma planta de processamento. Primeira unidade será instalada em Libra;
  • Robô automatizado de pintura: sistema automatizado para pintura de grandes superfícies planas e verticais em alto mar;
  • Carbon mol sieve (CMS): peneira molecular de carbono que permite separar as moléculas de CO2 do gás. Planta de testes está sendo montada em Aracaju (SE);
  • Nanotecnologia aplicada à melhoria de performance de materiais: redução de volume de peso e de suportação estrutural em plataformas; aumento de propriedades mecânicas e possibilidade de automonitoramento estrutural; aumento da condutividade elétrica, entre outras aplicações;
  • Digital twin: modelo de reprodução virtual de reservatórios, poços, sistemas submarinos e topside possibilitando minimizar intervenções físicas nos ativos;
  • Sistema supervisório de SMS: sistema baseado em visão computacional e inteligência artificial para acompanhar tarefas em campo, com foco em SMS.

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