Maior parte das vendas envolve ativos de downstream, de acordo com levantamento da BE Petróleo
A Petrobras anunciou, na quinta-feira (25/4) a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG), do campo de Tartaruga Verde e Módulo III de Espadarte e de 34 campos terrestres no Rio Grande do Norte. Com a assinatura dos novos contratos, a estatal se aproxima dos US$ 30 bilhões em desinvestimentos nos últimos quatro anos.
Mais da metade da cifra (US$ 15,8 bi) é referente à venda de ativos de downstream. Nesse grupo os destaques são a alienação de 90% da TAG para a Engie, por US$ 8,6 bilhões, e a venda da Nova Transportadora do Sudeste para a Brookfield (US$ 5,190 bi).
No upstream, as principais operações foram a venda do campo de Roncador e do bloco BM-S-8 para a Equinor por US$ 2,9 bilhões e US$ 2,5 bilhões, respectivamente, e do pacote que incluiu a venda dos campos de Lapa e Iara e outras parcerias para a Total (US$ 2,2 bi).
A Petrobras ainda conclui uma operação de desinvestimento no segmento de açúcar e álcool, com a venda da usina de etanol Nova Fronteira para o grupo São Martinho por US$ 133 milhões.
Além das 22 operações já concluídas ou com contrato assinado, a Petrobras tem 17 processos de desinvestimento em andamento, sendo três na fase de teaser, um em fase não vinculante e 13 em fase vinculante.
Nessa situação estão campos de águas rasas na Bacia de Campos e nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe; ativos terrestres no Nordeste; os campos de Baúna (Santos), Juruá (Solimões) e Piranema e Piranema Sul (Sergipe-Alagoas)e ativos em águas profundas de Sergipe.
No downstream estão em andamento os processos de venda da Liquigás, de terminais de GNL no Rio de Janeiro e Ceará com termelétricas associadas, da Unidade de Fertilizantes III e a Araucária Nitrogenados. Em breve, a Petrobras divulgará o teaser de venda de parte de suas refinarias no país.
Segundo o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a expectativa é que, até o fim do ano, o montante arrecadado com a venda de ativos chegue a US$ 40 bilhões.
Logo após a publicação da matéria, a Petrobras divulgou comunicado informando que seu Conselho de Administração aprovou novas diretrizes para a gestão do portfólio de ativos. A orientação prevê desinvestimentos no segmento de Refino e Distribuição, incluindo a venda integral da PUDSA, rede de postos no Uruguai, oito refinarias que totalizam capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia, e a venda adicional de participação na Petrobras Distribuidora (BR), permanecendo a Petrobras como acionista relevante.
Os ativos de refino incluídos no programa são: Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR).
No caso da BR Distribuidora, está em estudo a realização de uma oferta pública secundária de ações (follow-on). Hoje, a participação da Petrobras no capital da empresa é de 71%.
Fonte: Revista Brasil Energia