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Clippings - 06/04/22

Petrobras desiste da venda do Polo Marlim

Após mais de um ano de estagnação na primeira fase, estatal opta por manter o ativo integralmente em sua carteira

P-40, no campo de Marlim Sul / Fonte: Marinha do Brasil
P-40, no campo de Marlim Sul / Fonte: Marinha do Brasil

Petrobras anunciou, na segunda-feira (4/4), o encerramento do processo competitivo para a venda de 50% de sua participação no Polo Marlim. A operação de venda se encontrava em fase não-vinculante desde o ano passado e não atraiu propostas formais. Localizado em águas profundas da Bacia de Campos, o polo é formado pelas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul. 

Conforme noticiado pelo Petróleo Hoje, um dos fatores que limitou a atratividade de Marlim foi a decisão da Petrobras de manter a posição de operadora do ativo. O formato escolhido pela petroleira brasileira se mostrou menos atraente do que o de ativos vizinhos, como Albacora e Albacora Leste.

Com a Petrobras operadora do ativo e com Marlim tendo um projeto de revitalização já contratado, o novo sócio não teria autonomia para ditar o ritmo das atividades ou reduzir custos. Na ocasião do lançamento do teaser, as poucas apostas se voltavam a petroleiras chinesas e grandes fundos de investimentos internacionais.

O Polo Marlim produziu cerca de 149 mil bpd e 3,24 mil m³/dia em fevereiro. O projeto de revitalização, previsto para o final de 2022, permitirá que a produção do ativo atinja um volume de 150 mil barris/dia de óleo e 2 milhões de m³/dia de gás, pico a ser registrado entre os anos de 2025 e 2026.  

Em operação há 30 anos, Marlim chegou a produzir, no pico, em 2002, a marca de 600 mil barris/dia de óleo e a ter um total de dez unidades. O prazo de concessão do campo é válido até 2052.

Fonte: Brasil Energia