A ANP aprovou a devolução do campo de Carapiá da Petrobras à União, concluindo o processo iniciado em 2014. O campo, na Bacia de Santos, foi descoberto em 2002 e faz parte do Polo Uruguá. Antes de desistir do ativo, a Petrobras planejava iniciar a produção da área este ano.
O campo foi declarado comercial em 2010, a partir da descoberta do poço 1-BRSA-157-RJS, perfurado na área do antigo bloco BS-500. O sistema de produção que chegou a ser planejado previa a perfuração de dois poços produtores de petróleo e um injetor de água.
O escoamento seria feito por meio do FPSO Cidade de Santos, instalado no campo vizinho de Uruguá e pensado para integrar a produção dos outros campos do polo: Tambaú, Tambuatá, Pirapitanga e Carapiá, este último, devolvido. Há também um bloco de exploração, o S-M-239, do contrato BM-S-42.
Até hoje, apenas Tambaú foi conectado ao FPSO Cidade de Santos, por meio de um poço produtor de gás natural. A unidade nunca atingiu sua capacidade máxima de produção de petróleo ou gás.
Em Pirapitanga, a Petrobras deveria ter apresentado um plano de desenvolvimento até dezembro do passado, mas não o fez. A empresa ficou de se reunir com a agência para decidir o futuro do ativo ainda neste mês.
Também há compromissos não cumpridos no contrato de Tambuatá, onde a companhia deveria ter perfurado cinco poços de desenvolvimento entre 2012 e 2014, mas os únicos investimentos foram dois poços de exploração para concluir a delimitação de reservas do campo.
Atualmente, a Petrobras está perfurando, com a sonda Ocean Baroness, o poço 3-BRSA-1261A-RJS (Tambuatá-2A), localizado no campo de Tambuatá, mas que faz parte da avaliação da descoberta de Parnaioca Norte, no S-M-239. Com a conclusão desse poço, a Petrobras pode encerrar o PAD e decidir se declara a comercialidade de um novo campo.