A Petrobras encerrará o contrato da sonda DPDS3 com a Paragon Offshore em agosto de 2016, um ano antes do previsto no contrato inicial. A petroleira contestou a duração do contrato devido ao tempo que a unidade passou parada em estaleiro.
A Paragon informou que vai buscar todas as medidas legais em relação ao término do acordo antes do prazo. No primeiro trimestre deste ano a operadora de sondas registrou um backlog de US$ 1 bilhão, dos quais US$ 142,1 milhões vieram do contrato da DPDS3.
Atualmente, o valor de afretamento diário da unidade está em US$ 347 mil. A sonda está no país desde 2013 e hoje é a última unidade da Paragon Offshore no Brasil.
Resultado
A Paragon Offshore teve um prejuízo de US$ 5,2 milhões no primeiro trimestre de 2016, frente ao lucro de US$ 61,1 milhões do mesmo perãodo no ano passado. As receitas da companhia entre janeiro e março somaram US$ 265,1 milhões, queda de 38% em relação ao faturamento de US$ 430,7 milhões dos mesmos meses em 2015.
A companhia, que atualmente passa por um processo de reestruturação, informou que não espera uma recuperação rápida no mercado. “Mesmo que os preços do barril tenham melhorado desde as piores baixas deste ano, não prevemos um aumento nas atividades de perfuração offshore no curto prazo”, afirmou Randall Stilley, CEO da Paragon.
A empresa informou que este ano pretende continuar a gerenciar custos e manter a liquidez, enquanto busca novos contratos.