
A Petrobras e o BNDES iniciaram estudos para construir um fundo de Corporate Venture Capital (CVC), com o intuito de apoiar micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica, divulgou a estatal em comunicado na quarta-feira (21).
A tese de investimento abrangerá negócios inovadores relacionados a energias renováveis e de baixo carbono que acelerem o posicionamento da Petrobras na transição energética. O montante previsto para a estratégia de investimento no CVC, nos próximos cinco anos, é de US$ 100 milhões.
O primeiro passo do estudo é identificar quais setores serão promissores para este tipo de investimento, considerando temas alinhados à transição energética e alinhados às estratégias de longo prazo de ambas as instituições.
Esse primeiro fundo será constituído de acordo com as normas da CVM. A escolha do gestor será por meio de edital público, com independência para as decisões e investimentos, além de autoridade para agir em nome do fundo.
A estruturação da governança do CVC e os valores a serem aportados ainda serão submetidos às instâncias internas de aprovação da Petrobras e do BNDES. Os objetivos de ambos com esta atividade são os mesmos: originação de negócios, desenvolvimento de fornecedores e mercados, inteligência tecnológica e remuneração do capital.
“A cooperação com o BNDES acelerará os processos de governança e estruturação do CVC, que servirá de alavanca de crescimento para a captura de valor da inovação em energias de baixo carbono, em linha com as nossas estratégicas divulgadas para o Plano Estratégico 2024-2028”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, entende que o capital de risco é importante para financiar micro, pequenas e médias empresas inovadoras. Além disso, afirma que “o envolvimento de grandes empresas públicas, como BNDES e Petrobras, é um estímulo fundamental para que tenhamos novos saltos tecnológicos no país”.
Esta iniciativa é parte das ações do Acordo de Cooperação Técnica para formação da Comissão Mista BNDES-Petrobras, o qual foi assinado em junho de 2023 e tem vigência de quatro anos. O projeto é voltado para as áreas de óleo e gás, com focos em pesquisa científica, transição energética e descarbonização e desenvolvimento produtivo e governança.
Fonte: Revista Brasil Energia