
A Petrobras e a Eneva encontraram fluidos de gás nos poços 1-BRSA-1380D-RJS e 1-ENV-19-MA, respectivamente, segundo os dados publicados pela ANP na última sexta-feira (13/8). A notificação dos indícios de hidrocarbonetos foi feita à ANP no dia 12 de agosto, no caso da estatal, e no dia 9 de agosto, no caso da Eneva.
Localizado no bloco C-M-346, em águas profundas da Bacia de Campos, o poço da Petrobras começou a ser perfurado em maio deste ano, em lâmina d’água de 2,849 m e pela sonda West Tellus, da Seadrill. O bloco faz parte do setor SC-AP3, que contém outros cinco blocos operados pela estatal (C-M-210, C-M-277, C-M-344, C-M-411 e C-M-413).
Ao todo, a Petrobras prevê a perfuração de sete poços exploratórios nessas áreas, sendo três firmes (chamados Mairarê, Urissanê e Mairarê Oeste) e quatro contingentes (Urissanê Oeste, Quiriri, Mairarê Pocema e Tutoia). Uma outra descoberta já foi realizada neste cluster no final de janeiro deste ano, pelo poço Urissanê, no bloco C-M-411.
O término do primeiro período exploratório do C-M-346 está previsto para janeiro de 2025. A área foi arrematada na 14ª Rodada de Licitações da ANP, em 2017, mesma rodada em que a Eneva arrematou o PN-T-134, onde está localizado o poço 1-ENV-19-MA.
O poço da Eneva começou a ser perfurado em meados de junho deste ano. O bloco terrestre está localizado na Bacia do Parnaíba, e possui primeiro período exploratório com término previsto para outubro de 2024, já contando com a prorrogação de prazo solicitada pela companhia e acatada pela ANP.
O PN-T-134 foi arrematado junto com outros quatro blocos na mesma rodada: PN-T-117, PN-T-118, PN-T-119 e PN-T-133, que não possuem poços perfurados até o momento. À época do leilão, a Eneva afirmou que pretendia replicar o modelo gas-to-wire nos cinco blocos arrematados.
Fonte: Revista Portos e Navios