A Petrobras e a Galp estão trabalhando na unitização do campo de Sépia Leste, declarado comercial no final do ano passado, na Bacia de Santos, com o campo de Sépia, área da cessão onerosa 100% Petrobras. A porção de Sépia dentro da área de concessão do BM-S-24 tem um volume estimado em 130 milhões de boe. Sépia Leste deve começar a produzir em 2019
De acordo com a Galp, o consórcio está revisando o cronograma de avaliação da descoberta de Júpiter, com foco no desenvolvimento de uma solução para produzir petróleo e condensado.. Pelo planejamento inicial das empresas, a avaliação de Júpiter seria concluída neste trimestre e o início da produção estava marcada para 2019, mas a plataforma foi excluída do plano de negócios da Petrobras em 2015 e não há uma nova data
Carcará
Também em Santos, a Galp informou que a declaração de comercialidade de Carcará (BM-S-8) foi postergada para março de 2018 – ano em que a Petrobras havia programado o início da produção no ativo. Além das dificuldades enfrentadas na perfuração dos poços de avaliação, a exportação do gás de Carcará é um fator crucial para o desenvolvimento do futuro campo, ressaltou a Galp.
Também presente em Lula, a Galp se beneficiou ano passado do ramp-up da produção dos FPSOs afretados em operação no campo, elevando para 50 mil boe/dia a produção da companhia em 2015, 61% maior em relação ao ano anterior – volume considera a participação da Galp, que detém 70% da Petrogal Brasil, empresa sócia nos projetos do pré-sal.
No consolidado do ano, a empresa lucrou € 123 milhões, revertendo perdas de € 173 milhões registradas em 2014. O resultado foi possível, em parte, pela redução dos custos operacionais acompanhada do aumento da produção, que ajudou a compensar a desvalorização do Brent.