A cooperação fechada entre a Petrobras e a Galp este mês terá três linhas de ações, incluindo investimentos em infraestrutura para aumentar o retorno dos projetos em que as empresas atuam juntas. Por meio da Petrogal, a Galp é sócia da Petrobras em Lula, no pré-sal de Santos, maior campo produtor do país.
De acordo com o CEO da Galp, Carlos Gomes, o memorando de entendimento prevê o desenvolvimento de oportunidades nos projetos de E&P nos ativos existentes. “Não apenas como extrair mais volumes, mas (identificar) que tipos de novas infraestruturas devemos desenvolver para garantir que otimizemos a criação de valor”.
Outra linha de ação tem a ver com o programa de desinvestimento da Petrobras e como a Galp vai participar da avaliação desses ativos. Por fim, há previsão de estudos conjuntos para treinamento e investimentos em P&D, com foco no pré-sal.
Entrada em novos ativos
Além do interesse em ativos vendidos pela Petrobras, Carlos Gomes citou que a Galp avalia a entrada na concorrência por Carcará, cuja extensão unitizável será leiloada ano que vem. Como já é sócia no BM-S-8, que será operado pela Statoil (66%), Gomes afirmou que não faz sentido participar com outro sócio que não a petroleira norueguesa. O executivo frisou que não há nada definido.
Além da Petrogal (14%), sociedade da Galp com a chinesa Sinopec, o consórcio do BM-S-8 é formado por Queiroz Galvão (10%) e Barra Energia (10%). A Statoil já confirmou interesse em entrar na área não contratada, que será leiloada no modelo de partilha – o BM-S-8 é uma concessão.
“Claro que nós olhamos preferencialmente para o Brasil, nos ativos em que já estamos presentes”, afirmou Gomes, sobre a possibilidade de adquirir novos ativos. O executivo participou de conferência com analistas nesta sexta (28/10).