
A Petrobras e a Shearwater Geoservices assinaram um acordo para uma tecnologia colaborativa, informou a empresa norueguesa em comunicado divulgado na quarta-feira (22). O objetivo desta parceria é remodelar a exploração sísmica e o desenvolvimento de campos no Brasil.
A expectativa é que o acordo dure vários anos e, segundo a Shearwater, a peça central é seu vibrador marítimo, o qual faz parte do projeto de engenharia BASS – participam a Equinor, o Conselho de Pesquisa da Noruega, Vår Energi e a Lundin Energy Norway.
Em comparação com os métodos tradicionais, a companhia norueguesa afirma que esta tecnologia permitirá ganhos na eficiência operacional, qualidade de dados sísmicos e redução de emissões sonoras. Além disso, o compromisso entre as empresas abrangerá a industrialização desta tecnologia marinha e serviços associados às bacias offshore.
“Este projeto visa acelerar a exploração e o desenvolvimento dos campos brasileiros, alavancando o aumento da eficiência operacional, melhorias geofísicas inovadoras e melhor controle das frequências sísmicas emitidas nas águas brasileiras”, disse a gerente geral de Tecnologia de Reservatórios na Cenpes Petrobras, Roberta Alves Mendes, no comunicado.
Para a CEO da Shearwater, Irene Waage Basili, a junção desta tecnologia sísmica à tecnologia de nodes Pearl (própria da Shewarwater) irá auxiliar ambas as empresas a aumentar os padrões de qualidade, eficiência e sustentabilidade no âmbito das soluções sísmicas.
Com a Petrobras, a Shearwater firmou dois contratos, em janeiro deste ano, para aquisição sísmica 4D nos campos de Jubarte e Tartaruga Verde, ambos na Bacia de Campos. Em outubro de 2022, houve o fechamento adquirir dados sísmicos com nodes na área de Iara, na Bacia de Santos, e, em janeiro do mesmo ano, a companhia recebeu a renovação do Ibama para a pesquisa sísmica nos campos de Marlim, Voador e Albacora, em Campos.
Fonte: Revista Brasil Energia