Petroleiras contratarão unidades para operar nas bacias de Santos e Campos
A Petrobras e a Total protagonizarão, nos próximos dias, disputas por sondas de águas profundas para o Brasil. A brasileira recebe, na segunda-feira (6/7), propostas para o afretamento de uma ou mais sondas de 2,4 mil m para o campo de Mero, enquanto a francesa marcou para o dia 13 de julho a entrega das ofertas para a contratação de uma unidade para 3 mil m, destinada à Bacia de Campos.
As licitações prometem atrair a participação da maior parte das empresas de perfuração. A avaliação é que grupos que tenham unidades de perfuração disponíveis no país levem vantagem por não terem de incluir o custo de mobilização dos equipamentos. Tanto a Petrobras quanto a Total exigem que a sonda esteja disponível para operação apenas em 2021.
Embora não haja restrição à oferta de semissubmersíveis, prevalece o consenso de que navios-sonda são mais competitivos, atendendo melhor às especificações técnicas requeridas. Algumas empresas devem ofertar as mesmas unidades nos dois bids.
Entre as que devem disputar os contratos estão a Transocean, Constellation, Seadrill, Valaris, Pacific, Maersk e Ocyan. Diante da recente decisão da Shell de não exercer nova opção de renovação do contrato de afretamento da Brava Star com a Constellation, o navio-sonda é visto como grande favorito, uma vez que estará disponível a partir de agosto, sem custo de mobilização.
A concorrência de Mero é liderada pela Petrobras, em nome do Consórcio de Libra (Petrobras, Shell, Tota, CNOOC e CNPC). A expectativa é que sejam afretadas duas sondas.
As unidades ficarão afretadas pelo prazo de 425 dias, com possibilidade de renovação por até 655 dias. A campanha de perfuração está prevista para junho de 2021.
Já o bid da Total é direcionado a uma sonda de 3 mil m de 7ª geração para o C-M-541, arrematado na 16ª Rodada da ANP. O contrato de afretamento da unidade prevê a perfuração de dois poços firmes, com a opção de quatro extensões, que podem elevar o prazo total para cerca de um ano.
A major não especifica data exata para o início da campanha, mas exige que a sonda esteja disponível para entrar em operação no período de janeiro a agosto.
Ainda que seu bid seja o segundo da fila, a petroleira francesa tem a vantagem competitiva de participar do Consórcio de Libra, tendo, portanto, acesso, aos preços praticados na licitação anterior.
A última campanha de perfuração da Total no Brasil foi executada pelo navio-sonda Valaris-DS9, da Valaris (ex-Ensco). A unidade começou a operar no campo de Lapa, na Bacia de Santos, em junho de 2019, encerrando os trabalhos em abril.
A Petrobras conduz ainda uma licitação para o afretamento de até duas sondas com capacidade para operar em lâmina d’água de 2,4 mil m, com entrega de ofertas marcada para 22 de julho. O edital estipula que a sonda esteja pronta para iniciar contrato no primeiro trimestre de 2021, ficando afretada pelo prazo de três anos para atuar nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.
Fonte: Revista Brasil Energia