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Clippings - 01/11/13

Petrobras é uma das dez maiores credoras da OGX

A lista de credores da OGX, à qual O GLOBO teve acesso, reve­la que a empresa de Eike Batista tem dívida com órgãos públicos e com empresas controladas pelo governo federal, como a Petro­bras. A estatal petrolífera tem cré­dito a receber de R$ 37 milhões, já vencidos, o que a coloca entre os dez maiores credores de sua concorrente privada. Procurada, a estatal não comentou.

Entre os demais órgãos públi­cosestão os Ministérios dos Transportes (R$ 100 mil) e da Fazenda (R$ 14 mil). A Caixa também aparece na lista, com débito de R$ 120 mil, parcialmente vencido. A dívida total da OGX é de R$11,2 bilhões.

A empresa de Eike deve R$ 757 mil ao Serrador Empreendimentos e Participações, dono do edifício Serrador, no Centro, que é sede do grupo. O valor se refere ao aluguel que ainda terá de ser pago ao dono do prédio.

Além da OGX, MMX (mineração), LLX (logística) e OSX (construção naval) estão lá. Não se sabe por quanto tempo.

CAFEZINHO E ESTACIONAMENTO

Entre os 226 credores, estão ainda empresas que prestam serviços rotineiros à OGX, co­mo as telefônicas Vivo (R$ 51,9 mil) e TIM (R$ 34,3 mil) e a agência de notícias Reuters (R$ 26 mil). Nem o estaciona­mentoda Cinelância (R$ 56 mil, já vencidos) e o cafezinho (a Valorização Empresa de Ca­fé tem R$ 10 mil a receber) es­caparam de figurar na lista.

Os maiores credores são os de­tentores de bônus emitidos no exterior (R$ 8,1 bilhões), segui­dos pela OSX (R$ 2,4 bilhões). A dívida com a OSX, porém, ainda é questionada pela OGX. O grupo francês Schlumberger é o ter­ceiro maior credor, com R$ 202,9 milhões. A cifra inclui não apenas a holding como também a M-I Swaco, que pertence ao gru­po. Só a filial brasileira tem a re­ceber R$ 88 milhões. Nenhum dos credores da lista têm garantia real. A OGX não tem passivo trabalhista.

Uma carta na manga da com­panhia para que os credores aprovem seu plano de recupera­ção judicial é o acordo firmado entre a OGX e a Eneva, confirma­do na manhí de ontem. O acerto prevê um aumento de capitai de R$ 250 milhões na OGX Mara­nhão,ainda sem data para ocorrer. A alemí E.ON, acionista majoritária da Eneva, vai injetar R$ 50 milhões na empresa, enquan­to o fundo Cambuhy, do grupo Moreila Salles, injetará os R$ 200 milhões restantes. Assim, a OGX, que tem 66,7% na sua subsidiá­ria, será diluída, ficando com 36,36%. Essa fatia será, posterior­mente, comprada pelo Cambuhy por mais R$ 200 milhões.

Ao fim do processo, a OGX Maranhão deixará o grupo e se tornará uma empresa indepen­dente, levando consigo oito blo­cosna Bacia do Parnaíba (MA), onde já há produção de gás. O acordo prevê ainda que a OGX Maranhão pague uma dívida de R$ 144 milhões à OGX. No fim das contas, a petroleira de Eika terá uma injeção de capital novo de R$ 344 milhões, que deverá ser usado para pôr em operação o campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.