A Petrobras deve solicitar à Modec e à Yinson a revalidação das propostas para o afretamento dos FPSOs do projeto de Revitalização de Marlim, na Bacia de Campos. Três meses após a abertura das ofertas, a petroleira ainda não concluiu as negociações com a operadora malaia, que apresentou a proposta classificada pela unidade do lote A e, em paralelo, foi a única proponente na licitação do FPSO do Parque das Baleias.
A Yinson alega dificuldade para executar duas obras de conversão simultaneamente e, por isso, vem pleiteando espaçamento de tempo de quatro a seis meses entre um projeto e outro. A Petrobras se mostra contrária ao pedido e ameaça fazer um rebid para o Parque das Baleias, mesmo sob o risco de perder mais um ano com uma nova licitação. As propostas de Marlim têm prazo de validade até a primeira quinzena de setembro.
O edital da licitação para o FPSO do Parque das Baleias permite que a empresa vencedora decline do contrato, caso tenha sido declarada ganhadora da concorrência de Marlim. Por enquanto, a Yinson segue buscando alternativas que permitam garantir a execução de ambos os contratos.
A malaia foi classificada como melhor proponente para a unidade do lote A de Marlim (com capacidade para produzir 80 mil bopd e comprimir 7 milhões de m³/d de gás), com a taxa diária de US$ 709.869,82, enquanto a Modec foi selecionada para o FPSO do lote B (70 mil bopd e 4 milhões de m³/d de gás), com a proposta de US$ 569.464,60/dia. Os dois contratos têm prazo de afretamento de 25 anos.
A Petrobras busca trazer o preço da Yinson na licitação de Marlim para um patamar mais próximo da oferta de US$ 602.653,72/dia, apresentada pela Modec. A classificação das empresas foi feita com base em uma fórmula para cálculo do valor total dos contratos (VTC).
Tanto a primeira unidade de Marlim quanto a do Parque das Baleias estão programadas para entrar em operação em 2022. Já o sistema 2 de Marlim tem primeiro óleo previsto para 2023.
Outras operadoras de FPSOs aguardam o desfecho da licitação, interessadas em um possível rebid da unidade do Parque das Baleias – uma planta de 100 mil bopd e 5 milhões de m³/d de gás, com contrato de afretamento de 22 anos e seis meses.
Mesmo sem ter contratos fechados até o momento no país, a Yinson começou a fazer as primeiras contratações para o Brasil, inclusive de outras operadoras de FPSO.
Fonte: Revista Brasil Energia