
A Petrobras estenderá o prazo do contrato de afretamento do navio-sonda Petrobras 10.000, operado pela Transocean. As duas empresas fecharam acordo por mais dois anos. A informação foi confirmada por fontes do PetróleoHoje. Segundo apuração, o valor da taxa de afretamento da unidade de perfuração foi mantido sem alteração, girando em torno de US$ 300 mil/dia.
A possibilidade de extensão do prazo de afretamento era prevista em contrato, podendo ser exercida pela Petrobras. Capacitado para perfurar em lâmina d’água de 3 mil metros, o navio-sonda Petrobras 10.000 opera prioritariamente no campo de Búzios, no cluster de Santos, embora execute campanhas em outros ativos da petroleira brasileira.
O contrato do Petrobras 10.000 venceria em outubro de 2021, mas com a extensão passará a vigorar até outubro de 2023. As negociações entre a Petrobras e a Transocean tiveram início no final de 2020, logo após as duas empresas finalizarem o acordo para prorrogação do prazo de afretamento dos contratos dos navios-sonda Deepwater Mykonos e Deepwater Corcovado, que operam com dedicação exclusiva ao campo de Mero, também localizado na Bacia de Santos.
O navio-sonda Petrobras 10.000 foi construído pela Petrobras, no exterior, no estaleiro Samsung. A Transocean tem contrato de leasing com a sonda válido até 2029.
A campanha de estreia da unidade foi realizada no exterior, em 2009, na África. Em 2011, o Petrobras 10.000 foi trazido para o Brasil, sendo posteriormente levado para executar campanha no Golfo do México, no projeto de Cascade-Chinook.
Desde o final de 2018, a sonda opera no Brasil. Com o acordo do Petrobras 10.000, as três sondas da Transocean afretadas à Petrobras ficarão sob contrato até 2023, com vencimentos em julho, agosto e outubro.
A extensão contratual do Deepwater Mykonos e Deepwater Corcovado foi formalizada em novembro de 2020.
Fonte: Revista Brasil Energia