unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 14/01/26

Petrobras estima iniciar operação da Fafen-BA ainda neste mês

Já a Fafen-SE iniciou a produção de ureia no dia 3 de janeiro. Juntas, as plantas vão produzir amônia, ureia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada uma

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), no município de Camaçari (Foto: Divulgação/Petrobras)

A Petrobras informou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (13), que a Fafen-SE, que já vinha produzindo amônia desde 31 de dezembro, iniciou a produção de ureia no dia 3 de janeiro. Já a Fafen-BA teve a manutenção concluída no mês passado e agora está em comissionamento de partida, com expectativa de início da produção de ureia até o final deste mês. 

Juntas, as plantas vão produzir amônia, ureia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada uma. O contrato de operação das unidades foi assinado com a empresa Engeman em setembro de 2025, e o processo de retomada das Fafens já está gerando 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos, diz a estatal. 

A Fafen-BA, localizada em Camaçari (BA), possui capacidade de produção de 1,3 mil t/dia de amônia, 1,3 mil t/dia de ureia, 178 t/dia de ARLA e 1,6 mil t/dia de CO₂. O contrato ainda inclui a operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias (BA). 

Já a Fafen-SE, situada em Laranjeiras (SE), possui capacidade de produção de 1,2 mil t/dia de amônia, 1,8 mil t/dia de ureia e 1,5 mil t/dia de CO₂. As fábricas representam, respectivamente, 5% e 7% do mercado nacional de ureia, segundo o Plano de Negócios 2025-2029 da Petrobras.

“As duas Fafens, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), responderão por 20% de toda a demanda de ureia do Brasil. A nossa expectativa é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, afirmou o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, em comunicado.

Segundo a estatal, a produção de nitrogenados das Fafens vai contribuir principalmente para recuperar a capacidade nacional de insumos estratégicos para o agronegócio, com ureia fertilizante e ureia para alimentação de ruminantes, podendo também atender às indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose.

“Atualmente, toda a ureia consumida no Brasil é importada. Com a retomada da produção nacional, a Petrobras amplia a oferta do insumo no mercado interno, reduz a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva do agronegócio”, disse França. 

Fonte: Revista Brasil Energia