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Clippings - 16/04/24

Petrobras estuda investimentos para a descarbonização da Lubnor

Com objetivo de neutralizar 100% das emissões absolutas da refinaria, a geração de energia por biometano é um dos projetos a serem estudados

A Petrobras iniciará estudos para investir na descarbonização da refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), localizada em Fortaleza (CE), segundo comunicado divulgado pela estatal na segunda-feira (15). 

Estes estudos terão recursos do Programa Carbono Neutro, iniciativa de transição energética da companhia, explicou, no comunicado, o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França da Silva. 

De acordo com a Petrobras, o objetivo do projeto é a neutralização total das emissões absolutas da Lubnor. Além disso, a companhia pretende substituir o gás natural, que é utilizado pela refinaria na geração de energia, por biometano, sendo este um combustível que também será usado para produzir hidrogênio.

O uso do biometano poderá reduzir em 100% as emissões diretas de gás carbônico da refinaria (atualmente em 60 mil toneladas por ano). A Lubnor também passará a produzir Biobunker, um combustível marítimo com conteúdo renovável, e CAP Pro, um asfalto com menor impacto ambiental na aplicação.

Em seus processos, a refinaria utilizará energia elétrica renovável, podendo neutralizar em 100% suas emissões indiretas de gás carbônico. A Petrobras também estuda a inclusão de novos produtos para compor uma carteira mais sustentável.

Nesta carteira de novos produtos estão os lubrificantes naftênicos produzidos com hidrogênio de baixo carbono, querosene de aviação com conteúdo renovável ou de baixo carbono, e combustíveis diesel tipo S10 RX — com baixo teor de enxofre e conteúdo renovável em sua composição.

Essas iniciativas em estudo passariam pela adequação e até mesmo ampliação da planta industrial da Lubnor, explicou, também em comunicado, o gerente de Tecnologia de Refino e Gestão de Ativos da Petrobras, Rodrigo Abramof. 

Caso ocorra uma implementação, as iniciativas e as que já estão em andamento poderão aumentar de 60% para 80% o perfil de produtos da refinaria com características de fixação de carbono. A presença de conteúdo renovável, que hoje não integra os produtos da refinaria, poderá chegar a cerca de 10%.

França destacou que o Plano Diretor Lubnor Carbono Neutro se une a outras iniciativas que, juntas, consolidam o compromisso da companhia com a sociedade. ‘Nossa ideia é ampliar e valorizar o refino”, completou o diretor. 

Em atividade desde 1966, a Lubnor tem capacidade de processamento de 10 mil barris por dia de petróleo e atende a cerca de 12% do mercado nacional de asfaltos. Além de produzir óleos lubrificantes naftênicos, a refinaria atua como polo logístico de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP, ou gás de cozinha) da Petrobras no Ceará. Em sua carteira, o produto predominante é o asfalto (48% do total), seguido de bunker e óleo combustível (34%), lubrificantes naftênicos (12%) e diesel marítimo (6%).

Fonte: Revista Brasil Energia