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Clippings - 27/02/15

Petrobras estuda venda de plataformas de produção

A Petrobras estuda a venda de unidades de produção, entre elas o FPSO P-34, docado desde o ano passado no estaleiro Renave, no Rio de Janeiro. A ideia é abrir um leilão internacional, a ser conduzido pela comissão de alienação da companhia, no modelo em que foram vendidas seis sondas no início deste ano.

A estratégia não deve ficar limitada apenas a P-34, cuja venda está em estado mais avançado de aprovação, mas abranger outras plataformas – cogita-se oferecer a P-27, por exemplo. A negociação das unidades deverá ser pública, por meio da publicação de um edital internacional.

A P-34 está parada desde 2012, desde que foi desmobilizada do campo de Jubarte, na Bacia do Espírito Santo, onde produziu o primeiro óleo do pré-sal, em setembro de 2008. O FPSO é equipado para processar 54 mil barris/dia de óleo e comprimir 1 milhão de m³/dia de gás natural.

Construído em 1959, na Holanda, também é um dos primeiros FPSOs da Petrobras e passou por diferentes adaptações e conversões (só as obras para ser instalada em Jubarte custaram US$ 90 milhões). A P-34 é de propriedade da Petrobras Netherlands e está afretada para a Petrobras.

Indecisão

Quando deixou o campo de Jubarte e foi desmobilizada para o Renave, no Rio, a P-34 passou a ser estudada para diferentes projetos. A princípio, a unidade passaria por uma reforma no sistema de processamento de óleo e seria instalada no campo de Voador, na Bacia de Campos, este ano. A P-34 substituiria a P-27, descomissionada em dezembro de 2013.

O projeto não saiu e, posteriormente a Petrobras cogitou utilizá-la em TLDs – integraria a frota necessária para testar a produção dos campos em águas profundas de Sergipe. Nada feito, a companhia optou pela alienação da unidade, mas depois estudou voltar a produzir no Espirito Santo, desistiu e agora quer vender o FPSO de novo.

No fim do ano passo, o Sindipetro-ES, entusiasta pelo retorno da P-34 para águas capixabas, chegou a informar que a unidade a Petrobras tinha desistido da alienação. A campanha do sindicado reforçava que, com a capacidade de produzir cerca de 60 mil barris/dia de óleo, o faturamento da unidade superaria o PIB de muitas cidades capixabas. Isso antes do preço do petróleo cair quase pela metade.