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Clippings - 27/07/22

Petrobras fica com Albacora


Petrobras vai suspender o processo de desinvestimento de Albacora, mantendo o ativo da Bacia de Campos em sua carteira  de ativos. A medida vem sendo discutida pela alta cúpula da petroleira em conjunto com as áreas técnicas de Gestão de Portifólio e de E&P, mas já é considerada uma estratégia irreversível depois que as negociações com a PRIO não convergiram para um valor mais próximo da avaliação interna da Petrobras.

A PRIO foi selecionada preferencial bider no teaser de Albacora, com a proposta original pouco abaixo de US$ 2 bilhões, desbancando a oferta da Enauta/3R Petroleum/Talos Energia/EIG Global Energy Partners. Após pelo menos três rodadas de negociações, o grupo ofertante subiu o valor da oferta para cerca de US$ 3 bilhões, mas ainda assim a Petrobras alegava que a proposta estava abaixo da valorização interna prevista para o ativo. A petroleira negociava o ativo associada ao grupo Cobra

A estratégia de suspender o processo de desinvestimento de Albacora foi confirmada por uma fonte do alto escalão da Petrobras. De acordo com o executivo, as negociações com a PRIO já foram encerradas e não há nenhuma chance de a Petrobras fechar negócio pelo preço ofertado.

A grande discussão em relação ao valor de venda de Albacora se volta ao prospecto de Forno. A Petrobras aposta alto no potencial da nova área e projeta o preço do negócio com base no prospecto a ser desenvolvido.

A opção por manter o ativo em carteira segue a mesma estratégia adotada com o Polo Urucu, complexo que contemplava sete campos na Bacia de Solimões. Após um longo período de negociações com a Eneva, a Petrobras decidiu encerrar as negociações e manter o ativo em carteira. Outro projeto retirado do plano de desinvestimento foi o complexo de Marlim, que não despertou interesse do mercado.   

A nova estratégia da Petrobras para Albacora de manter o ativo em carteira deverá ser aprovada internamente em breve e divulgada ao mercado logo em seguida. A petroleira irá apresentar uma revisão do plano de desenvolvimento do campo para ser submetida à aprovação da ANP, contemplando pela primeira vez a área de Forno.

O plano da Petrobras prevê a instalação de um novo FPSO no campo, que deverá explotar o prospecto de Forno e substituir a semissubmersível P-25 e o FPSO P-31, em operação na área há mais de três décadas. Atualmente, o ativo produz cerca de 5,2 mil boe/dia.

As propostas firmes do desinvestimento de Albacora foram abertas em setembro de 2021, sendo que as negociações tiveram início apenas em novembro. Até maio, havia expectativa de que o negócio fosse ser fechado, já que a PRIO arrematou o campo vizinho de Albacora Leste no programa de desinvestimento da Petrobras, sendo que as negociações foram esfriando sobretudo diante da alta do preço do barril do petróleo.

A PRIO adquiriu o projeto de Albacora Leste por US$  2,2 bilhões. O negócio foi fechado no final de abril, dependendo ainda da aprovação final da ANP.

A Petrobras detém 100% de participação no campo de Albacora. O teaser de venda dos campos de Albacora Leste e Albacora foi lançado em setembro de 2020

Os dois ativos estão localizados em águas profundas da Bacia da Campos e foram descobertos na década de 1980.

Fonte: Revista Brasil Energia