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Clippings - 06/06/24

Petrobras firma acordo para novo sistema de bombeamento submarino

Em parceria com a Curtiss-Wright (EUA), os testes do sistema 100% elétrico ocorrerão na Bacia de Campos, com possível disponibilidade ao mercado a partir de 2028

A Petrobras e a Curtiss-Wright assinaram um acordo de cooperação tecnológica para desenvolver um sistema de bombeamento submarino totalmente elétrico de alta confiabilidade e menos dependente da plataforma de produção, informou a estatal nesta quarta-feira (5) em comunicado.

Os testes do protótipo estão previstos para começarem em 2026 nos campos de Jubarte e Espadarte, ambos localizados na Bacia de Campos. Caso os testes tenham sucesso, o sistema poderá estar disponível ao mercado a partir de 2028.

O sistema será utilizado para bombear misturas de petróleo e gás não processadas em profundidades de até 1,5 mil metros de água, utilizando motores hermeticamente selados. Segundo a Petrobras, os motores “são mais confiáveis e eficazes do que os modelos de selagem mecânica atualmente utilizados”, além de poderem reduzir as interrupções não planejadas e consequentes perdas de produção.

Neste novo equipamento também poderá haver uma redução nos custos das embarcações, bem como a possibilidade de produzir através de longas tubulações submarinas, que conectará a plataforma ao poço e auxiliará na revitalização de campos maduros.

“A cooperação estratégica entre Petrobras e Curtiss-Wright simboliza a complementariedade de domínios de tecnologias e conhecimentos de duas empresas sólidas e reconhecidas em suas áreas”, disse o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, em comunicado. Para ele, o sucesso do projeto poderá trazer impactos positivos para toda a indústria de óleo e gás, abrindo novas e otimizadas oportunidades de produção.

A expectativa é que a nova tecnologia apresente no mínimo o dobro de durabilidade, de pelo menos seis anos, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade.  “O novo sistema de bombeamento é pioneiro no mercado. Já há motores similares, inclusive da própria Curtiss-Wright, mas esse poderá ser o primeiro a receber fluido como o petróleo sem vedação no leito marinho”, destacou Travassos.

Os especialistas da Petrobras e da Curtiss-Wright já estudam também uma evolução do protótipo em desenvolvimento, com potência até cinco vezes maior. Essa versão mais avançada terá vida útil mínima de dez anos, e uma mesma máquina poderá bombear dois poços ou mais simultaneamente, gerando redução de custos e aumentando a produtividade. 

“Esses esforços conjuntos nos permitirão aplicar nossa comprovada expertise em tecnologia de motores encapsulados a esse mercado adjacente, possibilitando, assim, um sistema de produção submarino totalmente elétrico, ao mesmo tempo em que oferecemos uma oportunidade de trazer grande valor à Petrobras”, afirmou a presidente e CEO da Curtiss-Wright, Lynn M. Bamford, também em comunicado.

Fundada em 1929, a partir da fusão da Curtiss Aeroplane and Motor Corporation com a Wright Aeronautical Corporation, a Curtiss-Wright é uma empresa norte-americana com foco em três segmentos: Aeroespacial & Industrial, Eletrônica de Defesa e Naval & Potência. 

Fonte: Revista Portos e Navios