Companhia começou a perfurar o poço 1-BRSA-1391A-ESS no bloco ES-M-596, na Bacia do Espírito Santo. As atividades estão sendo realizadas por uma sonda da Foresea

A Petrobras iniciou, na última sexta-feira (26), a perfuração do poço 1-BRSA-1391A-ESS no bloco ES-M-596, localizado na Bacia do Espírito Santo, segundo dados da ANP. O poço foi perfurado em lâmina d’água de 2,1 mil m por meio da sonda Norbe IX, da Foresea.
Esse é o quinto poço perfurado pela Petrobras neste bloco, além de: 1-BRSA-1360-ESS, perfurado entre fevereiro e maio de 2018; 1-BRSA-1385-ESS, entre junho e julho de 2022; 1-BRSA-1385A-ESS, entre julho e agosto de 2022; e o 1-BRSA-1391-ESS, entre fevereiro e abril deste ano.
Até o momento, não foram identificados indícios de hidrocarbonetos no bloco ES-M-596, segundo os dados da ANP. O bloco é operado pela Petrobras com 100% de participação e está no seu segundo período exploratório, com vencimento previsto para 23 de abril de 2026.
O ES-M-596 foi adquirido pela Petrobras na 11ª Rodada de Licitações da ANP, realizada em 2013, na época em parceria com a Equinor (50%/50%). O bloco faz parte de um conjunto de seis blocos marítimos da Bacia do Espírito Santo que foram arrematados pela Petrobras ou pela Equinor (como operadoras) nesta rodada, com os seguintes consórcios: ES-M-669 (Petrobras 40%*, TotalEnergies 25%, Equinor 35%); ES-M-598 e ES-M-673 (Equinor 40%*, Enauta 20%, Petrobras 40%); ES-M-671 e ES-M-743 (Equinor 35%*, TotalEnergies 25%, Petrobras 40%).
No entanto, em 2020, a Petrobras iniciou um processo de aquisição das participações das outras companhias nesses blocos, a fim de operá-los com 100% de participação. Na época, a estatal sinalizou que a geologia das concessões justificariam o investimento na exploração de hidrocarbonetos naquelas áreas.
Ainda em 2020, a Petrobras colocou cinco desses seis blocos – ES-M-596, ES-M-598, ES-M-617, ES-M-673 e ES-M-743 – no seu plano de desinvestimentos. A companhia pretendia se desfazer de 40% a 50% de suas participações nas concessões, dependendo das aprovações do Cade e da ANP que estavam em curso.
Atualmente, os blocos ES-M-669, ES-M-671 e ES-M-743 são operados pela estatal com 100% de participação, enquantos os blocos ES-M-598 e ES-M-673 são operados pela Petrobras (com 80% de participação) em parceria com a Enauta (20%).
Além dos cinco poços perfurados no ES-M-596, existe um poço perfurado no ES-M-669: o 1-BRSA-1379D-ESS, também conhecido como Monai, onde foram encontrados indícios de gás em 2021. Esse é o poço de petróleo mais profundo do Brasil até o momento, com profundidade total de 7,7 mil m.
Fonte: Revista Brasil Energia