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Clippings - 19/02/26

Petrobras inicia preparativos para retomar operações no poço Morpho

As atividades no poço estão paradas desde o dia 4 de janeiro, quando foi identificado um vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar. A ANP afirma que a Petrobras apresentou as medidas necessárias para garantir a continuidade dos serviços com segurança

Sonda NS-42, também conhecida como ODN-II, da Foresea (Foto: Divulgação Foresea)

A Petrobras iniciou os preparativos para a retomada das operações no poço Morpho, na Margem Equatorial, “vinculada ao atendimento das recomendações da ANP e após prestar todos os esclarecimentos solicitados pela agência reguladora”, disse a estatal em resposta à Brasil Energia nesta quinta-feira (19).

“A companhia reforça que atua em plena conformidade com os requisitos regulatórios vigentes, prestando todos os esclarecimentos devidos aos órgãos competentes e atendendo rigorosamente a todas as demandas dos referidos órgãos”, completou a companhia. 

As atividades no poço estão paradas desde o dia 4 de janeiro quando, durante a realização de testes e verificações prévias ao início da perfuração da fase 4 do poço, foi observada uma perda localizada de contenção de fluido de perfuração biodegradável em linhas auxiliares do riser (tubulação que liga a sonda ao poço). 

De acordo com a Petrobras, o evento foi prontamente identificado e as linhas afetadas foram isoladas, cessando a perda observada. Ainda segundo a companhia, “em nenhum momento houve comprometimento da segurança do poço”. 

No dia 23 de janeiro, a estatal afirmou, em carta enviada ao Ibama, que as causas da perda de fluido de perfuração estão em fase de apuração.

No último dia 9, o Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões pelo vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar. 

De acordo com o instituto, o fluido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, conforme o art. 4º da Lei nº 9.966/2000, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático. O produto está listado no anexo da Instrução Normativa Ibama nº 14, de 28 de julho de 2025. 

“A partir da ciência do auto de infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa”, finalizou o Ibama no comunicado.

No dia 4 de fevereiro, um mês após o incidente, a ANP autorizou a retomada da atividade de perfuração no poço Morpho, mas estabeleceu algumas condicionantes, que deverão ser cumpridas integralmente e serem devidamente comprovadas pela Petrobras nos prazos definidos. 

Também em resposta à Brasil Energia, a ANP afirmou que a Petrobras apresentou a análise das causas do incidente, incluindo as causas imediatas, e as medidas corretivas e mitigadoras necessárias para garantir a continuidade dos serviços com segurança. Essas informações foram avaliadas pela área técnica da agência.

Adicionalmente, equipes da ANP realizaram uma fiscalização in loco na sonda ODN-II (NS-42, da Foresea), auditando o sistema de gestão de segurança operacional da Petrobras relacionado às operações. 

“A perfuração ainda não foi retomada, o que depende da avaliação e mobilização do operador. A Agência continuará acompanhando a execução dessas ações e o andamento das operações, garantindo a manutenção dos padrões de segurança previstos na regulamentação”, disse a ANP à reportagem. 

A perfuração do poço Morpho foi iniciada pela sonda ODN-II no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no dia 20 de outubro de 2025, um dia após o recebimento da licença de operação pelo Ibama.

Fonte: Revista Brasil Energia