O mercado de afretamento de sondas e barcos de apoio recebeu as primeiras cartas da Petrobras, que convoca as empresas com contrato em vigor para negociar as taxas de afretamento. Antecipada pela Brasil Energia Petróleo & Gás, a estratégia tem por objetivo readequar os preços de seus contratos à nova realidade do mercado e, consequentemente, assegurar a redução de custos à petroleira.
A renegociação será conduzida por uma equipe da Gerência Executiva de Serviços de E&P, comandada por Cristina Pinho. A Petrobras já começou a agendar as primeiras reuniões e algumas empresas iniciarão as discussões ainda nesta semana. Embora a Petrobras demonstre intenção de correr com a negociação, as afretadoras não acreditam que as discussões sejam rápidas e muito fáceis.
Assinadas pela diretora de E&P da Petrobras, Solange Guedes, as cartas foram endereçadas aos presidentes das empresas de prestação de serviço e não pouparam nem mesmo as que mantêm apenas contratos de unidades ainda em construção. O texto do comunicado é genérico, não especificando os contratos e equipamentos que serão abordados. A estratégia não atinge a Sete Brasil por estar em reestruturação, o que inclui também renegociação de suas taxas de afretamento.
A decisão da Petrobras de renegociar as taxas diárias segue o mesmo caminho traçado por grandes petroleiras estrangeiras ao redor do mundo, diante da crise do setor. Algumas negociações firmadas recentemente no exterior com empresas de sondas asseguraram reduções nos valores das taxas diárias de até 20%, condicionadas à extensão do prazo de afretamento ou a cláusulas que garantirão nova revisão, caso o preço do barril petróleo volte a subir.
Na carta, a diretora Solange Guedes menciona que a medida visa reduzir os custos da Petrobras. Se bem sucedida, a estratégia pode economizar alguns milhões de dólares por dia, tendo em vista os valores médios das taxas diárias em vigor e o número de equipamentos em contrato com a Petrobras.