A Petrobras terá um orçamento de R$ 275,5 milhões para seu programa de redução de custos 2016-2020. Do total, 59% serão destinados a 13 projetos para redução de capex e o restante, para dez projetos para diminuição de opex. A informação é do gerente Geral de P&D em Geoengenharia e Engenharia de Poço do Cenpes, José Roberto Fagundes Netto.
O programa contempla instalações de superfície, visando reduzir custos e aumentar a capacidade de separação (óleo, água e gás), compressão e processamento de gás; e garantia de escoamento, focando na redução dos custos de produção em campos maduros e otimização e gerenciamento da produção no pré-sal e campos maduros, entre outros.
Até o momento foram obtidos resultados como a economia de mais de R$ 660 milhões em 115 poços do pré-sal com a redução da necessidade de aço superduplex, além de uma economia de R$ 24,6 milhões em seis poços da nova fronteira com o uso de brocas da Baker Hughes e Schlumberger. Com o uso das novas tecnologias, a Petrobras consegue hoje perfurar e completar um poço no pré-sal em 84 dias, ante 310 dias até 2010.
A petroleira também economizou R$ 88 milhões em opex de duas plataformas de produção executando atividades de reparo de tubulações com materiais compósitos. Outros R$ 293 milhões foram economizados com a aplicação de sistemas como o Steel Lazy Wave Riser (SLWR) e a boia de suportação de riser (BSR).
Statoil
Outra petroleira que também tem obtido bons resultados para reduzir custos é a norueguesa Statoil. Entre 2013 e 2015, a companhia aumentou a eficiência na perfuração em 50% e 5% na eficiência de produção no campo de Peregrino, na Bacia de Campos.
No BM-C-33, operado pela Anadarko, a Statoil reduziu o tempo médio da perfuração de poço em mais de 60% e os custos em mais de 50%. O breakeven médio dos projetos da petroleira no mundo mundo caiu de US$ 70, em 2014, para US$ 41, conseiderando-se projetos que entrarão em produção até 2022.
Outra frente de geração de economia é a renegociação de contratos com fornecedores. A petroleira conseguiu uma redução média entre 30% e 40% dos preços de bens e serviços com fornecedores. “Parte dessas renegociações será sustentável, isto é, em alguns casos os preços não voltarão aos patamares anteriores, mesmo se o preço do barril voltar a subir”, disse o vice-presidente de Supply Chain da Statoil, Mauro Andrade.
José Roberto Fagundes Netto e Mauro Andrade participaram de um Ciclo de debates nesta sexta-feira (13/5) promovido pelo IBP, no Rio de Janeiro.