A Petrobras lançou na virada de 2014 a licitação internacional para construção dos módulos de compressão para seis dos oito FPSOs replicantes do cluster da Bacia de Santos, destinados aos projetos de Lula Sul (P-66), Lula Norte (P-67), Lula Extremo Sul e Sul de Lula (P-68), Lula Oeste (P-69), Iara Horst (P-70) e Iara NW (P-71). Os módulos foram originalmente contratados com a Iesa, que teve seus contratos cancelados em meados de novembro. Apenas empresas estrangeiras foram convidadas a participar da concorrência, conduzida pela área de Engenharia dentro do mais absoluto sigilo.
A Petrobras não revela a lista das empresas convidadas. O convite foi direcionado a estaleiros e empresas com experiência no ramo de construção de módulos. A data de entrega das propostas foi marcada para o dia 1º de fevereiro. do originalmente previsto. A petroleira não detalha o novo cronograma de entrada em operação dos FPSOs replicantes, antecipando apenas que os prazos dos FPSOs terão que ser ajustados ao novo contrato dos módulos.
O prazo para construção e entrega dos módulos é de oito meses, a contar da data de assinatura do contrato. Para assegurar maior agilidade no contrato de fornecimento dos equipamentos – ao todo, são 24 módulos, sendo quatro módulos (gás principal, injeção de gás, exportação de gás e injeção de CO2) por cada FPSO – e evitar ainda atrasos maiores no primeiro óleo da P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71, os módulos serão construídos integralmente no exterior.
A petroleira não detalha o novo cronograma de entrada em operação dos FPSOs replicantes, antecipando apenas que os prazos dos FPSOs terão que ser ajustados ao novo contrato dos módulos. De acordo com as metas previstas no Plano de Negócios 2014-2018, a P-66 e a P-67 estavam programadas para iniciar operação em 2016, enquanto a P-68, P-69 e P-70 dariam partida em 2017, ficando a P-71 para 2018. Apesar da mudança de rumo, a Petrobras acredita que a medida não irá impactar os compromissos de conteúdo local das unidades, mesmo que do ponto de vista prático isso seja quase impossível.
O contrato com a Iesa foi fechado em meados de 2002, por US$ 720 milhões. A rescisão foi motivada pelo fato de a fornecedora ter entrado em recuperação judicial e não ter conseguido performar os módulos, mais de dois anos após a assinatura do contrato.
A concorrência internacional para construção de parte dos módulos dos replicantes marca a primeira ida ao mercado da Petrobras para contratação de projetos de maior porte, após o estouro da operação Lava Jato. O resultado da licitação poderá vir a balizar a petroleira em relação à estratégia a ser adotada nas próximas grandes licitações, que já serão conduzidas sob o veto de participação as 23 empresas envolvidas nos recentes escândalos.