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Clippings - 16/10/19

Petrobras lança licitação de sondas

Edital traz novidades, com modelo de contratação semelhante ao utilizado por grandes petroleiras estrangeiras

A Petrobras lançou, na segunda-feira (14/10), edital para o afretamento de uma ou mais sondas com capacidade para operar entre lâminas d’água de 2,4 mil m e 3 mil m. A entrega de propostas está prevista para o dia 11 de novembro, e o início de operação, para o período de janeiro a março de 2020 .

O edital traz novidades em relação a licitações anteriores da Petrobras, com modelo de contratação semelhante ao utilizada por grandes companhias estrangeiras, como ExxonMobil e Shell. Pela primeira vez, a petroleira solicita uma sonda “as is”, especificação comum nos bids internacionais, que permite ao proponente ofertar o equipamento da forma como está, sem adaptações específicas.

A concorrência está dividida em duas etapas. Na fase 1, agendada para o dia 11 de novembro, as empresas interessadas deverão apresentar proposta comercial “as is”. Na fase 2, a Petrobras convocará apenas as companhias  que apresentarem as melhores ofertas, considerando indicadores técnicos e comerciais, para, então, iniciar negociações diretas.

As mudanças foram bem recebidas no mercado. Muitas empresas de perfuração pleiteavam a adoção do modelo “as is” como forma de reduzir o número de exigências e redundâncias normalmente exigidas pela petroleira e padronizar as especificações com o mercado internacional.

A especificação técnica do edital é direcionada a sondas de 2,4 mil m de lâmina d´água, sendo que a Petrobras reitera no texto a seguinte observação: “desejável 3.048 m”. Poderão ser ofertados navios-sonda e semissubmersíveis com MPD (Managed Pressure Drilling).

O edital não demanda o pagamento de taxa de mobilização, o que faz com que empresas com sondas disponíveis no Brasil tenham grande vantagem competitiva.  As companhias poderão optar por dois prazos de afretamento, de 365 dias e 810 dias – ambos com apenas seis meses de prazo firme.

Outras licitações 

A Petrobras conduz, em paralelo, negociações diretas para afretamento dos navios-sonda West Tellus, da Seadrill, e Amaralina Star, da Constellation. Em estágio avançado, as contratações são voltadas a projetos operados pela petroleira  em consórcio com companhias estrangeiras.

O Amaralina Star é negociado para o BM-S-11 – ativo que, a partir de novembro, contará com o Laguna Star, também da Constellation. Já o West Tellus deve ser alocado em Uirapuru, área da 4ª rodada de partilha operada pela Petrobras, em parceria com a ExxonMobil, Galp e Statoil.

Fonte: Revista Brasil Energia