A Petrobras iniciou o data-room virtual da venda de seus campos de águas rasas nas bacias do Ceará e de Sergipe. Batizado de Projeto de Ártico, o negócio foi organizado em dois polos, com um total de nove campos, e integra o plano de desinvestimento da petroleira.
A primeira etapa da venda deverá se estender até o fim do ano. Seguindo o mesmo trâmite do projeto Topázio, de venda dos campos terrestres, as empresas interessadas na aquisição dos projetos terão que apresentar mais adiante propostas não-vinculantes e, só depois de habilitadas, poderão ter acesso ao data-room convencional, etapa na qual a Petrobras disponibilizará um volume maior de dados técnicos.
Em Sergipe, o polo ofertado agrupa os campos Caioba, Camorim, Dourado, Guaricema e Tatuí, que produzem juntos 1,5 mil b/d por 27 poços. Já no Ceará, o pacote inclui os campos de Atum, Curimí, Espada e Xaréu, cuja produção é de cerca de 5,4 mil b/d por 33 poços.
Cada polo de produção conta com nove plataformas fixas, localizadas em lâmina d’água variando de 12 m a 50 m. À exceção de Dourado e Tatuí, em Sergipe, todos os campos estão em operação no momento.
A questão ambiental poderá, contudo, dificultar as vendas. A Petrobras tem enfrentando problema para obter licenças ambientais até mesmo para fazer reparo em suas instalações de águas rasas.