A Petrobras lucrou R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2017, revertendo o prejuízo de R$ 1,246 bilhão registrado no mesmo perãodo do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado refletiu os menores gastos com importação de petróleo e derivados, em função da maior participação do óleo nacional na carga processada e da maior oferta de gás natural nacional, assim como menores despesas com vendas gerais e administrativas.
A empresa listou ainda a redução das despesas financeiras líquidas e dos menores gastos com baixas de poços secos/subcomerciais como fatores que contribuíram para a melhora no desempenho financeiro na comparação anual.
Em termos operacionais, a Petrobras registrou produção total de petróleo e gás natural de 2.805 mil boed. Foram produzidos 2.248 mil bpd de petróleo, sendo 2.182 mil bpd no Brasil, 10% acima na comparação com o primeiro trimestre de 2016.
As vendas de derivados no mercado doméstico foram impactadas pela retração da demanda e pela concorrência mais acirrada com os demais players, atingindo 1,951 milhão de bpd, uma queda de 5% em comparação com o mesmo perãodo de 2016.
Já as exportações de petróleo e derivados aumentaram 72%, para 782 mil bpd, e se beneficiaram de um preço médio do Brent mais elevado e da valorização do óleo nacional. As importações de petróleo e derivados, por sua vez, foram reduzidas em 40%, ficando em 290 mil bpd. Com isso, a exportação líquida foi de 489 mil bpd.
Com a maior geração operacional e a redução de investimentos em 34% em relação ao 1T16, a companhia alcançou um fluxo de caixa livre de R$ 13,4 bilhões. O 1T17 foi o oitavo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre positivo, o que, de acordo com a Petrobras, demonstra o compromisso da companhia com a disciplina de capital.
A estatal conseguiu o alongamento do prazo médio da dívida de 7,46 anos, em 31 de dezembro de 2016, para 7,61 anos em 31/03/2017, assim como a redução do endividamento bruto em 3%, em dólares, atingindo US$ 115,1 bilhões ao final do primeiro trimestre deste ano.
O Ebitda no perãodo foi de R$ 25,2 bilhões, 19% superior aos registrado nos três primeiros meses do ano anterior, alcançando margem dse 37%. Com isso, a relação dívida líquida/Ebitda ajustado traçada pela Petrobras no seu Plano de Negócios e Gestão foi reduzida de 3,54, ao final de 2016, para 3,24, em 31 de março deste ano, em tendência convergente para a meta de 2,5 no fim de 2018.
O efetivo de pessoal da companhia no fim de março foi de 65.220 empregados, uma redução de 17% em comparação ao primeiro trimestre de 2016, em função do Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV).